Os fundos de investimento voltaram a registrar captação líquida positiva em agosto, com entrada de R$ 33,9 bilhões, segundo dados da Anbima divulgados nesta terça-feira (8). O resultado reverte o saldo negativo de R$ 15,6 bilhões observado em julho e eleva o acumulado do ano a R$ 261 bilhões em captações líquidas.
A renda fixa foi o principal destino dos recursos, cujas captações mais que dobraram no último mês. A categoria passou de uma saída líquida de R$ 17,6 bilhões em julho para uma captação de R$ 47,2 bilhões em agosto.
Entre os fundos de renda fixa, o destaque foi a modalidade de duração livre com crédito livre, em que se aplica mais de 20% da carteira em títulos de médio e alto risco de crédito no Brasil ou no exterior, que recebeu R$ 14,9 bilhões líquidos.
Segundo Pedro Rudge, diretor da Anbima, a preferência pela renda fixa está relacionada à busca por previsibilidade em um cenário de juros elevados e à proximidade das eleições, que tende a aumentar a volatilidade dos mercados.
ETFs, FIPs e fundos cambiais fecham o mês com saldo positivo
Outras três categorias também terminaram agosto com captação líquida positiva. Os ETFs (Exchange Traded Funds), negociados em bolsa, receberam R$ 778,5 milhões.
Os FIPs (Fundos de Investimento em Participações) registraram entrada de R$ 699,8 milhões, enquanto os fundos cambiais tiveram captação de R$ 419,1 milhões.
Multimercados lideram resgates
Na outra ponta, os multimercados registraram a maior saída líquida entre as categorias, de R$ 8,7 bilhões em agosto. No acumulado do ano, os resgates chegam a R$ 15,7 bilhões.
Apenas os multimercados do tipo livre, que não seguem uma estratégia específica de investimento, concentraram R$ 19,7 bilhões em retiradas no mês.
Em sentido contrário, os multimercados de investimento no exterior, que podem manter mais de 40% do patrimônio aplicado em ativos fora do Brasil, tiveram captação líquida de R$ 15,8 bilhões.
Fundos de ações reduzem ritmo de saídas
Os fundos de ações também encerraram agosto com captação líquida negativa, de R$ 512,4 milhões. Apesar do saldo negativo, o resultado representa uma redução nas retiradas em relação a julho, quando os resgates somaram R$ 1,5 bilhão. No acumulado do ano, a categoria registra R$ 8,1 bilhões em saídas líquidas.
Dentro da categoria, os fundos do tipo livre tiveram as maiores retiradas, de R$ 11,9 bilhões. Já os fundos de investimento no exterior lideraram as entradas, com captação líquida de R$ 12,8 bilhões.
Na sequência dos fundos de investimento que terminaram agosto com saldo negativo, os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) aparecem com resgates de R$ 3,2 bilhões; os fundos de previdência, com R$ 2,6 bilhões em retiradas; e os Fiagros (Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais), com perdas de R$ 54,4 milhões.











