Por Rodrigo Boaventura*
O mercado imobiliário brasileiro está prestes a passar por transformações profundas nos próximos anos. Segundo um estudo apresentado no SIMM Brasil 2025, até 2030 serão adquiridos 31 milhões de imóveis no país, o que equivale a uma demanda de aproximadamente 6 milhões de unidades por ano. Mas a grande questão que poucos abordam é: como suprir essa necessidade de maneira eficiente e lucrativa para investidores?
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Uma das respostas pode estar no mercado de imóveis retomados. Ainda pouco explorado por muitos investidores, esse segmento oferece uma oportunidade rara: aquisição de imóveis com descontos significativos e grande potencial de valorização. Bancos e instituições financeiras frequentemente realizam leilões desses bens, que podem ser adquiridos por valores muito abaixo do mercado, desde que o investidor saiba exatamente o que está fazendo.
Diferentemente da compra tradicional no mercado imobiliário, investir em leilões exige planejamento e conhecimento. Não basta apenas dar o lance mais alto; é essencial analisar a documentação, verificar débitos pendentes como IPTU e condomínio, e entender a viabilidade do imóvel para revenda ou aluguel. Quem se aventura sem preparo pode acabar com um ativo de difícil liquidez ou mesmo com custos inesperados.
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O lado positivo é que esse risco pode ser minimizado com a assessoria adequada. Profissionais especializados nesse mercado podem guiar o investidor em cada etapa, desde a análise de viabilidade até a regularização documental. Em alguns casos, o próprio banco arca com esses custos, tornando a operação ainda mais vantajosa.
Para quem busca diversificar seus investimentos, os imóveis retomados representam uma alternativa interessante em comparação a ativos financeiros tradicionais. Enquanto a renda fixa oferece previsibilidade e segurança, e a bolsa de valores pode proporcionar altos retornos em um período mais curto, os imóveis retomados combinam aspectos de ambas as modalidades: possibilidade de ganho expressivo aliado a um risco controlável, desde que a aquisição seja feita de maneira estruturada.
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Outro ponto relevante é a localização dos imóveis. Muitas oportunidades surgem em regiões com grande potencial de valorização, seja por expansão urbana, novos empreendimentos comerciais ou melhorias na infraestrutura. Investidores atentos a essas variáveis podem se posicionar de forma estratégica e maximizar seus retornos.
Oportunidades existem em diversas regiões do Brasil. Para ilustrar, um empreendimento no Rio Grande do Sul com infraestrutura completa e localização privilegiada teve múltiplas unidades disponibilizadas em leilão. Com a estratégia correta, investidores conseguiram adquirir esses imóveis a preços altamente competitivos, com perspectivas de retorno entre 30% e 50%.
Mas como garantir que um leilão seja vantajoso? A primeira regra é nunca entrar em um pregão sem conhecer os detalhes da propriedade. Pesquisar a documentação do imóvel, entender sua situação jurídica e avaliar o preço de mercado são passos essenciais. Contar com uma equipe especializada pode fazer toda a diferença, ajudando a evitar complicações e aumentando as chances de um investimento bem-sucedido.
Ao longo das próximas semanas, esta coluna trará informações detalhadas sobre como participar de leilões de imóveis retomados, quais são as melhores estratégias para minimizar riscos e maximizar ganhos, e oportunidades reais disponíveis no mercado. Com a perspectiva de uma demanda crescente por habitação, o momento para entender e investir nesse setor nunca foi tão propício.
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*Rodrigo Boaventura é assessor da Wiser Inteligência Imobiliária, especialista em imóveis retomados, mestre e bacharel em Direito.











