O Sleipnir, da Heerema Marine Contractors, é um navio-guindaste semissubmersível projetado para operações extremas de engenharia offshore. Com GNL, guindastes rotativos duplos e capacidade para instalar ou remover estruturas de milhares de toneladas, ele atua entre o legado do petróleo e a expansão da energia eólica marítima.
Por que o Sleipnir é considerado um navio de capacidade extrema?
O Sleipnir tem 220 metros de comprimento, 102 metros de largura e calado operacional entre 12 e 32 metros. A própria Heerema Marine Contractors informa que o navio pode instalar estruturas de até 20.000 toneladas métricas em operações offshore.
A escala mecânica vem da configuração semissubmersível, que aumenta estabilidade durante içamentos críticos. O registro público da MarineTraffic identifica o Sleipnir pelo IMO 9781425, sob bandeira do Panamá, com 220 metros de comprimento e 102 metros de boca.

Como funcionam os guindastes duplos rotativos do navio?
O navio possui dois guindastes rotativos principais, cada um com capacidade de 10.000 toneladas métricas. Em operação combinada, eles permitem içamentos em tandem de até 20.000 toneladas, capacidade usada para topsides, jaquetas, módulos e estruturas pesadas de parques eólicos.
Essa arquitetura reduz a necessidade de dividir componentes gigantes em módulos menores. Em vez de montar tudo em alto mar, a operação pode içar blocos maiores, diminuindo interfaces, soldas offshore, tempo de exposição climática e complexidade de comissionamento.
O que o uso de GNL muda na operação offshore?
O GNL permite operar com combustível de menor emissão local que combustíveis marítimos convencionais. A Heerema afirma que o Sleipnir pode funcionar com GNL, além de contar com iluminação LED, recuperação de energia térmica, acionamentos de frequência variável e conexão a shore power renovável em Roterdã.
Isso não torna a operação livre de carbono, pois GNL ainda é combustível fóssil. A diferença está na redução de certos poluentes e na eficiência operacional, especialmente em um navio cujo consumo energético precisa sustentar guindastes, propulsão, posicionamento dinâmico e sistemas auxiliares.
Quais sistemas tornam possível içar estruturas tão pesadas?
A capacidade do Sleipnir depende de um conjunto integrado de engenharia naval, energia, controle e estabilidade. Não basta ter guindastes grandes: o navio precisa permanecer posicionado, compensar movimentos do mar, distribuir cargas no convés, gerenciar lastro e manter redundância durante operações críticas com plataformas antigas ou novas infraestruturas eólicas.
Os principais sistemas incluem:
- Dois guindastes rotativos de 10.000 toneladas cada.
- Capacidade combinada de içamento de 20.000 toneladas.
- Convés reforçado com 220 metros por 102 metros.
- Calado variável entre 12 e 32 metros.
- Propulsores azimutais para posicionamento e manobra.
- Sistema de posicionamento dinâmico DP3.
- Motores dual-fuel capazes de usar GNL.
- Sistemas de recuperação de energia e acionamentos eficientes.
Esse conjunto explica por que o Sleipnir consegue atuar em instalação, remoção e transporte offshore. A ficha técnica da Heerema também registra propulsores azimutais de 5,5 MW, sistema DP de classe IMO 3 e classificação Lloyd’s Register DP(AAA).

Que operações demonstram sua força na prática?
Em 2019, o Sleipnir realizou o içamento de 15.300 toneladas do topside Leviathan, citado pela Heerema como recorde mundial na época. A página oficial também registra remoções pesadas, como a jaqueta Jotun-B de 8.100 toneladas e a Brent Alpha de 10.100 toneladas.
Em 2021, o navio instalou a jaqueta P2 do campo Johan Sverdrup, com 12.050 toneladas, operação relatada como recorde de instalação direta de jaqueta por içamento em águas norueguesas. O caso mostra sua utilidade para reduzir métodos tradicionais de lançamento.
Por que o Sleipnir importa para petróleo e eólica offshore?
Na indústria de petróleo, o navio acelera descomissionamento, remoção de jaquetas e retirada de topsides envelhecidos. Isso é decisivo porque muitas plataformas antigas exigem desmontagem segura, rastreável e com menor tempo offshore, reduzindo riscos ambientais e operacionais.
Na energia eólica, a mesma capacidade ajuda a instalar fundações, subestações e módulos pesados em alto mar. O Sleipnir simboliza uma transição industrial concreta: equipamentos criados para petróleo e gás passam a sustentar também infraestrutura renovável marítima de grande escala.











