A Biomason desenvolveu um processo que cultiva cimento com bactérias em temperatura ambiente, substituindo a queima de calcário por uma biocimentação inspirada na formação de corais. A tecnologia reduz emissões de CO₂ e já avança para aplicações comerciais na construção civil.
O que é a Biomason e como surgiu a ideia do cimento biológico?
A Biomason foi fundada em 2012 para desenvolver um cimento cultivado por bactérias, inspirado na formação natural dos corais. Após anos de pesquisa, a empresa levou a tecnologia da bancada ao mercado.
Hoje, a Biomason já produz comercialmente na Dinamarca, fornece produtos para Estados Unidos e Europa e soma mais de US$ 104 milhões em investimentos, com foco inicial em pisos e revestimentos pré-moldados.

Como funciona o processo de biocimentação da Biomason?
A Biomason substitui a queima de calcário por um processo biológico em que bactérias precipitam carbonato de cálcio, formando um cimento natural que une agregados como areia e pedra. Dessa forma, produz materiais resistentes com muito menos emissões de carbono.
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Os três pilares que sustentam essa inovação são:
Quais produtos a Biomason já tem no mercado?
A Biomason já comercializa o Biolith®, linha de placas e revestimentos sem cimento Portland, produzida com 85% de agregados reciclados e 15% de biocimento, destinada a pisos, paredes e fachadas.
A empresa também desenvolve pavers e muros pré-moldados e mantém projetos como a parceria com a H&M para placas finas de grande formato, além de colaborações com instituições militares dos EUA para aplicações em infraestrutura, pistas e barreiras de contenção.

Onde a Biomason já está presente e qual o próximo passo?
A Biomason tem sede na Carolina do Norte e produz comercialmente na Dinamarca, onde inaugurou em 2023 a Biobeton, primeira fábrica de biocimento do mundo, em parceria com a IBF, maior fabricante dinamarquesa de concreto pré-moldado. A planta utiliza equipamentos convencionais adaptados para o processo de biocimentação.
A fábrica já produz placas pré-moldadas de forma contínua, passa por expansão para 50.000 m² e a empresa ainda mantém contratos com agências dos EUA, como a DARPA e a Força Aérea, para desenvolver aplicações militares.
Comparativo: cimento tradicional vs. biocemento da Biomason
Para entender as diferenças práticas entre o cimento Portland convencional e o biocemento da Biomason, veja a tabela abaixo.
| Característica | Cimento Portland tradicional | Biocemento da Biomason |
|---|---|---|
| Temperatura de produção Energia necessária | Acima de 1.400 °C (forno) | Temperatura ambiente |
| Emissões de CO₂ Carbono liberado | Alta (8% das emissões globais) | Redução de até 60% |
| Matéria-prima Insumos utilizados | Calcário e argila (extração) | Agregados reciclados + bactérias + nutrientes |
| Aplicações atuais Onde é usado | Concreto estrutural em larga escala | Placas, revestimentos e pisos (produtos pré-moldados) |
| Estágio comercial Disponibilidade | Amplamente consolidado | Produção comercial inicial |
Como a Biomason explica seu processo em vídeo?
Quem quer entender na prática como a Biomason cultiva cimento com bactérias vai curtir esse vídeo do canal RE:TV, que tem mais de 165 mil inscritos. Nele, a empresa mostra como os microrganismos são alimentados com nutrientes e transformam agregados reciclados em materiais de construção duráveis, sem emissões diretas de CO₂:
A produção de concreto é um dos maiores contribuintes para as emissões globais de CO₂, respondendo por pelo menos 8% do total. O vídeo mostra como a Biomason reverte essa lógica, em vez de aquecer e emitir, a empresa coloca a natureza para trabalhar, utilizando bactérias que combinam materiais comuns em um aglomerante de alta qualidade, substituindo o cimento Portland e cortando as emissões.
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A biocimentação é o futuro da construção ou apenas uma promessa?
A Biomason já opera comercialmente, com fábrica na Dinamarca, produtos vendidos nos Estados Unidos e na Europa e mais de US$ 100 milhões em investimentos, avançando da inovação para a escala industrial.
Apesar dos avanços, a tecnologia ainda se concentra em produtos pré-moldados, como placas e revestimentos, com expansão para pavers e muros. O uso em estruturas como vigas, pilares e fundações ainda depende de novos desenvolvimentos, mas a empresa já demonstra que é possível fabricar materiais cimentícios de alta qualidade com uma pegada de carbono muito menor.











