Aposentados e pensionistas do INSS que comparecerem às urnas nas eleições de outubro terão o registro da votação utilizado como prova de vida, sem precisar ir a uma agência bancária ou ao INSS especificamente para isso, informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (22). O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.
O processo funciona por meio do cruzamento de informações. Os dados sobre o comparecimento às urnas são repassados pela Justiça Eleitoral ao INSS, que os utiliza na comprovação de vida dos beneficiários.
Quem não votar não terá o benefício do INSS suspenso
O não comparecimento às urnas não provoca a suspensão do benefício por esse motivo. Para os segurados com mais de 70 anos, o voto é facultativo, e o INSS mantém outras formas de comprovar a vida, como atendimentos e emissão de documentos.
O TSE informou ainda que o sistema biométrico estará disponível nas seções eleitorais nas eleições de 2026, mas a prova de vida do INSS não depende exclusivamente do comparecimento às urnas.
Primeiro ano do cruzamento de dados gerou 5 milhões de provas de vida
A possibilidade de usar bases de dados públicas e privadas para a comprovação de vida existe desde uma portaria publicada em 2022.
O cruzamento específico com a Justiça Eleitoral com a Previdência começou em 2024. Naquele ano, o INSS considerou os registros de comparecimento às urnas de aproximadamente 21 milhões de beneficiários. Desse total, cerca de 5 milhões tiveram a prova de vida atualizada automaticamente, sem a necessidade de comparecer a um banco.
Nota de transparência: Este conteúdo contou com o auxílio de inteligência artificial na seleção e organização das informações, com base nas fontes citadas, e foi revisado por jornalistas antes da publicação.










