A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos registrou alta de 0,2% em setembro, na comparação com o mês anterior, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Departamento de Trabalho do país. A expectativa do mercado era de uma alta mais moderada, de 0,1%.
Em agosto, o índice também havia subido 0,2% em relação a julho. Nos últimos 12 meses até setembro, o CPI subiu 2,4%, ligeiramente acima da previsão de 2,3%. Esse avanço reflete a alta dos preços de alimentos e a queda nos preços de energia.
Núcleo do CPI segue pressionando
O núcleo do CPI, que exclui as variações mais voláteis de alimentos e energia, subiu 0,3% em setembro, repetindo o desempenho de agosto. Nos 12 meses até setembro, esse núcleo avançou 3,3%, sinalizando uma persistente pressão inflacionária em setores fora de alimentos e energia.
O índice de preços de energia recuou 1,9% em setembro, após uma queda de 0,8% no mês anterior. Já os preços dos alimentos subiram 0,4%, acima do aumento de 0,1% registrado em agosto. No acumulado de 12 meses, os preços de energia caíram 6,8%, enquanto os de alimentos subiram 2,3%.
Expectativa de corte nos juros americanos cresce após dados de inflação
Uma nova análise do CME Group nesta manhã revelou que 86,8% dos investidores apostam em um corte de 25 pontos-base (pb) nas taxas de juros dos Estados Unidos na reunião de novembro, um aumento em relação aos 80,3% registrados ontem.
Além disso, a probabilidade de o Federal Reserve (Fed) manter as taxas atuais, que variam entre 4,75% e 5%, caiu para 13,1%, em comparação com 19,7% anteriormente. O mercado não considera mais a possibilidade de um corte mais agressivo de 50 pontos-base. Esses dados refletem a crescente confiança dos investidores em uma ação de afrouxamento monetário, especialmente após a divulgação recente de dados de inflação.











