O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta terça-feira (12) com uma leve queda de 0,14%, aos 127.698,32 pontos, atingindo o menor nível desde 7 de agosto. O volume financeiro foi de R$ 24,4 bilhões.
A incessante espera pelo pacote de corte de gastos segue empurrando a Bolsa para baixo, já que muitos investidores preferem evitar risco, priorizando ativos mais seguros. O pacote precisa ser robusto para conter a crescente dívida bruta, atualmente em 80% do PIB.
Analistas estimam que um corte entre R$ 50 bilhões e R$ 70 bilhões seria necessário para acalmar o mercado. O governo, contudo, enfrenta pressões de ministérios sociais para preservar despesas em áreas como Saúde e Previdência. O anúncio deve acontecer apenas na próxima semana, após a reunião do G20.
No exterior, a recente reeleição de Donald Trump e o desempenho fraco da economia chinesa, um dos principais compradores de commodities brasileiras, seguem limitando o apetite por ativos de risco no nosso mercado.
Com o recuo registrado hoje, o índice acumula perda de 0,10% nas duas primeiras sessões da semana, 1,55% no mês e 4,83% no ano.
Destaques do Ibovespa
A Petrobras registrou alta de 0,97% nas ações ordinárias e de 1,88% nas preferenciais, acompanhando o movimento de valorização do petróleo no mercado internacional, o que ajudou a equilibrar o desempenho do Ibovespa.
No entanto, empresas como Vale, que caiu 2,27%, e os grandes bancos — Itaú (queda de 1,20%) e Santander (-0,87%) — contribuíram para a pressão negativa.
Entre as maiores altas do dia, ficaram Localiza (+6,79%), Hapvida (+4,42%) e Sabesp (+3,79%). Por outro lado, Cogna (-5,41%), Metalúrgica Gerdau (-5,05%) e São Martinho (-4,23%) tiveram os piores desempenhos da sessão.
Expectativas para a Selic em dezembro
A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reforçou a possibilidade de um novo aumento de 0,5 ponto percentual na taxa Selic em dezembro.
Gestores da ASA consideram a possibilidade de uma elevação maior, de 0,75 ponto percentual, diante do cenário de incertezas. Segundo eles, a Selic deve subir até chegar a 13,25%, permanecendo nesse nível até o final de 2025.











