O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou alta de 1,45% em novembro, acelerando em comparação com a alta de 1,34% no mês anterior. Com o resultado, o índice acumula alta de 5,41% no ano e 6,07% nos últimos 12 meses.
Em novembro de 2023, o índice havia subido 0,52%, mas acumulava queda de 3,81% em 12 meses. O aumento reflete pressões nos preços do setor agropecuário e nos custos de produção de bens e serviços.
Commodities pressionam IGP-10
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que compõe o IGP-10, subiu 1,88% em novembro, acelerando em relação aos 1,66% de outubro. A variação foi impulsionada por uma alta nos preços de matérias-primas brutas, com destaque para bovinos, milho e minério de ferro. Segundo Matheus Dias, economista do FGV IBRE, a seca nas regiões de produção ainda afeta os preços, apesar das chuvas recentes.
Ao detalhar os segmentos, o grupo de Matérias-Primas Brutas passou de uma alta de 3,94% em outubro para 4,69% em novembro. Os preços de bovinos dispararam de 8,36% para 15,20%, enquanto o milho subiu de 5,89% para 8,24%. Já itens como a soja e o leite in natura mostraram redução no ritmo de alta, ajudando a suavizar o índice.
Alimentos e gasolina sobem no mês
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,23% em novembro, desacelerando em relação aos 0,53% de outubro. Mesmo com a desaceleração, grupos como Alimentação, Transportes e Vestuário registraram alta em suas taxas de variação, contribuindo para a pressão inflacionária.
A gasolina, por exemplo, reverteu a queda de 0,78% em outubro e passou a subir 0,21% em novembro, enquanto itens como roupas avançaram 0,25%.
Cinco das oito categorias de despesa, no entanto, apresentaram redução em suas taxas de variação, entre elas Habitação, que caiu de 1,60% para 0,04%, e Saúde e Cuidados Pessoais, que recuou de 0,32% para 0,26%. Essa queda reflete principalmente a redução nos custos com tarifas de eletricidade residencial e passagens aéreas.
Custo da mão de obra impulsiona INCC
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou aumento de 0,58% em novembro, ligeiramente acima dos 0,57% em outubro, refletindo a elevação nos custos com mão de obra.
Esse item subiu de 0,53% para 0,62% no mês, indicando pressão no setor. Já os grupos de Materiais e Equipamentos mantiveram-se estáveis em 0,58%, enquanto o grupo de Serviços desacelerou, passando de uma alta de 0,70% para 0,32%.











