A tokenização de ativos é vista por 23% dos executivos de bancos brasileiros como estratégica, mas somente 8% das instituições dizem estar prontas para colocar projetos em prática ainda em 2026, abaixo da média global (9%), segundo dados do IBM Institute for Business Value.
65% dos entrevistados no Brasil apontam a falta de interoperabilidade — capacidade de diferentes sistemas, plataformas e redes de se comunicarem e trocarem informações entre si — como principal obstáculo para o crescimento da indústria. O percentual supera a média global, de 59%.
O levantamento também aponta que 58% dos brasileiros consideram que a tokenização terá impacto forte ou crítico na capacidade de promover a interoperabilidade entre diferentes plataformas de inteligência artificial (IA). No mundo, esse percentual é de 61%.
Além disso, 46% acreditam que a chamada IA agêntica terá impacto significativo nos canais programáveis de liquidação, contra 57% na média global.
Para Carlos Rivelle, vice-presidente da IBM Consulting para a América Latina, a modernização dos sistemas, a integração da IA e a adoção da tokenização estão relacionadas à capacidade dos bancos de acompanhar a transformação do setor financeiro.
O desafio, no entanto, é complexo. Segundo ele, uma análise anterior da companhia mostra que 94% dos projetos de modernização de sistemas centrais bancários não cumprem os prazos originalmente estabelecidos, em razão da complexidade técnica e de custos não previstos.
CBDCs e stablecoins entram no radar dos bancos
O estudo também mostra expectativas diferentes em relação ao futuro dos meios de pagamento. No Brasil, 38% dos executivos acreditam que as moedas digitais de bancos centrais, conhecidas como CBDC, poderão substituir os arranjos tradicionais de cartões, contra 35% na média global.
As stablecoins — ativos digitais vinculados a uma referência — também aparecem entre as tecnologias acompanhadas pelo setor. No Brasil, 58% dos entrevistados esperam uma adoção forte ou transformacional de stablecoins por grandes empresas até 2030. No cenário global, o percentual é de 42%.











