A taxa de desocupação no Brasil caiu para 6,4% no terceiro trimestre, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice de desemprego recuou 0,5 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior e 1,3 p.p. frente ao mesmo período de 2023.
O resultado significa o menor nível de desemprego registrado desde 2015, dando sequência a recuperação gradual do mercado de trabalho.
A queda foi puxada por resultados positivos em sete estados, enquanto os demais mantiveram a taxa de desemprego estável. Os estados com maiores índices de desocupação foram Pernambuco (10,5%), Bahia (9,7%) e Distrito Federal (8,8%).
Por outro lado, as menores taxas foram observadas em Rondônia (2,1%), Mato Grosso (2,3%) e Santa Catarina (2,8%).
Desemprego afeta mais mulheres e pessoas com menor escolaridade
O levantamento apontou disparidades entre os grupos analisados. A taxa de desemprego entre homens foi de 5,3%, enquanto para mulheres alcançou 7,7%. Em termos de raça, brancos apresentaram índice de desocupação de 5,0%, enquanto pardos e pretos registraram taxas de 7,3% e 7,6%, respectivamente.
Em relação à escolaridade, pessoas com ensino médio incompleto tiveram a maior taxa de desocupação (10,8%). Já entre aqueles com ensino superior completo, o índice foi bem menor, de 3,2%.
Informalidade atinge 38,8% no trimestre
A taxa de informalidade atingiu 38,8% da população ocupada. Estados como Pará (56,9%) e Maranhão (55,6%) lideraram no índice de trabalho informal. Santa Catarina (26,8%) e Distrito Federal (30,2%) apresentaram as menores taxas.
O rendimento médio real habitual foi de R$ 3.227, estável em relação ao trimestre anterior, mas com crescimento frente ao mesmo período de 2023 (R$ 3.112). A Região Sudeste concentrou a maior massa de rendimento, estimada em R$ 167,3 milhões, enquanto o Norte e Nordeste ficaram com os menores valores.
*Com informações da agência de notícias CMA.




