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Por que a Bolsa fechou em queda de 0,13% nesta quinta-feira

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A Bolsa fechou em leve queda em um dia em que o balanço da Petrobras acima do esperado pelo mercado impulsionou o índice chegando a subir mais de 1% e na segunda metade do pregão as ações da Vale, siderúrgicas e bancos empurraram o Ibovespa para baixo. 

Os investidores também digeriram o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) em que sinaliza que a taxa de juros básica (Selic) pode chegar a mais de 7% até o final do ano. 

O principal índice da B3 fechou em queda de 0,13%, aos 121.632,92 pontos. O Ibovespa futuro com vencimento em agosto registrou perda de 0,24%, aos 121.720 pontos. O volume financeiro foi de R$ 37,7 bilhões.

Na visão de Alexandre Brito, sócio da Finacap, essa virada na Bolsa foi "atribuída aos bancos, siderúrgicas e mineradoras, como Vale, que possui peso relevante no índice".

Brito comentou sobre a Bolsa ter reagido positivamente ao balanço da Petrobras e os papéis devem entrar no radar dos investidores estrangeiros. "A companhia divulgou um resultado fantástico e está muito próxima de bater a meta de US$ 60 milhões de dívida bruta, o que mostra que ela implanta uma nova política de dividendos mais voltada para geração de caixa e é um trigger para investidor estrangeiro".

Por outro lado, as empresas de mineração e siderurgias estão sofrendo "por conta da variante delta na China e como isso vai impactar na recuperação econômica do país" e acabam pressionando as ações por aqui. 

Outro fator destacado por Brito foi o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), que veio mais duro e acaba "abrindo espaço para, se for necessário, elevar a taxa de juros para um nível acima da taxa neutra, dependendo muito da inflação".

Mais cedo o analista José Costa Gonçalves, da Codepe Corretora, comentou sobre o resultado da Petrobrás "surpreendeu pq ninguém acertou o lucro e principalmente a distribuição de dividendos" e ressaltou que a "Bolsa não sobe mais devido a queda das ações da Vale". A mineradora tem peso de 12,4% na composição da carteira teórica do índice. Os papéis caíram 3,17%. 

Gonçalves afirmou que as compras de Petrobras chamaram sua atenção. Até 17h, o JP Morgan comprou 25,3 milhões de ações ou R$ 720 milhões e o Merry Lynch 8,5 milhões de papéis ou R$ 243 milhões. "Essas compras vão impulsionar os negócios na Bolsa e o volume deve ser mais de R$ 35 bilhões". 

As ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) subiram 9,58% e 7,76%, mas chegaram a subir mais de 11%, foram consideradas de maior destaque no pregão de hoje e a PETR4 foi a mais negociada. Os papéis do Bradesco (BBDC 3 BBDC4) fecharam em queda de 1,68% e 1,06%, respectivamente e do Itaú (ITUB4) subiram 0,30%. No início do pregão tiveram forte ganho.

O analista da Codepe Corretora comentou que as empresas vão distribuir "gordos dividendos para não pagarem impostos. Ele afirmou ainda que "não seria surpresa se a Vale acrescentar uma distribuição extraordinária de dividendos". Para setembro está projetado um pagamento de US$ 5 bilhões. 

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 42,86 bilhões no segundo trimestre. A receita líquida foi de R$ 110,71 bilhões e ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de R$ 62,9 bilhões. A empresa aprovou pagamento de R$ 31,6 bilhões em dividendos e juros sobre o capital próprio.


Soraia Budaibes / Agência CMA
Copyright 2021 - Grupo CMA
Imagem em destaque: Piqsels.com

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