O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou o último pregão com uma forte alta de 3,12%, aos 127.795,93 pontos, impulsionado pela suspensão de tarifas comerciais anunciadas por Donald Trump. Este foi o melhor resultado para um pregão desde abril de 2023.
O volume financeiro no mercado brasileiro também foi alto, encerrando em R$ 40,6 bilhões. O desempenho na sessão levou o índice para uma alta acumulada de 3,03% no ano, mas ainda em queda de 4,86% em abril.
Todas as ações listadas na Bolsa brasileira fecharam em alta nesta quarta-feira (9), com destaque para os papéis cíclicos — os mais voláteis do mercado —, que dispararam durante a tarde. O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) teve a maior alta, aos 18,57%.
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No mercado internacional, a trégua anunciada pelo governo norte-americano de suspender as tarifas por 90 dias — exceto para a China, que teve a alíquota elevada para 125% — gerou altas históricas em Wall Street.
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Logo após o anúncio, os principais índices de Nova York subiam mais de 5%, liderados pelas big techs, que avançavam em bloco ao longo da tarde.
O VIX, conhecido como “índice do medo”, caiu cerca de 29,47%, aos 36,91 pontos, revertendo o desempenho do início da semana, quando superou os 50 pontos pela terceira vez na sua história.
No Brasil, a decisão refletiu na cotação do dólar, que inverteu o sinal e renovou a mínima diária com a repercussão. Na primeira metade das negociações, a moeda norte-americana chegou a bater os R$ 6,09, mas encerrou o dia cotada a R$ 5,84, com uma desvalorização de 2,54% frente ao real.
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Manchetes desta manhã
- União Europeia suspende tarifas retaliatórias contra os EUA após decisão de Trump (Valor Econômico)
- ‘Se Trump quer um acordo, o caminho não é intimidar a China’, diz economista chinês (Valor Econômico)
- ‘Rali do alívio’: Bolsas na Ásia fecham em alta, e mercados na Europa disparam na abertura de hoje (O Globo)
- Oposição acusa Trump de manipular mercado por incentivo à compra de ações antes de pausa em tarifas (Folha de S.Paulo)
Mercado global
Na Europa, as principais bolsas do continente dispararam na manhã desta quinta-feira (10), se recuperando após a pausa das tarifas comerciais. O movimento do governo norte-americano fez com que a União Europeia optasse por suspender as contramedidas às tarifas para uma nova rodada de negociações.
As ações dos grandes bancos, de tecnologia e industriais lideram o pregão, com destaque para Novo Nordisk (+5,95%), LVMH (+5,72%), SAP (+8,27%), Deutsche Bank (9,64%), Société Générale (8,03%) e BNP Paribas (8,735%).
As principais bolsas asiáticas, também reverteram o patamar dos últimos dias e dispararam durante a madrugada aqui no Brasil. O cenário de recuperação teve maior destaque no Japão e em Taiwan, onde os saltos foram acima dos 9%.
Na China, as bolsas também ficaram em alta impulsionadas pela expectativa de que Pequim anuncie novas medidas de estímulos.
Em Nova York, os três principais índices futuros recuam, indicando para uma queda na abertura das negociações (Dow Jones -1,29%; S&P -1,72% e Nasdaq -2,00%).
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Ontem, a alta histórica fez com que mais de US$ 4 trilhões retornassem para a bolsa norte-americana, com destaque para o Nasdaq que teve a maior alta desde 2001 e do S&P 500 que registrou o terceiro maior avanço do período pós-Segunda Guerra, segundo informações da CNBC.
Confira os principais índices do mercado:
• S&P 500 Futuro: -1,96%
• STOXX 600: +4,37%
• FTSE 100: +3,78%
• Nikkei 225: +9,13%
• Shanghai SE Comp.: +2,25%
• MSCI EM: +3,97%
• Dollar Index: -1,27%
• Yield 10 anos: -1,36bps a 4,338%
• Bitcoin: -1,27% a US$ 81.569
Commodities
- Minério de ferro: fechou em alta de 3,06% em Dalian na China, cotado a US$ 96,32/ton. Em Singapura, os contratos futuros estão em alta de 3,73%, cotados a US$ 97,25/ton, enquanto no mercado à vista o desempenho está positivo em 1,73%, cotado a US$ 98,95/ton.
- Petróleo: commodity cai com investidores descartando suspensão de tarifas sem Pequim. O Brent para junho cai 3,44%, a US$ 63,22, enquanto o WTI para maio cai 3,59%, a US$ 60,11.
Cenário internacional
Nos Estados Unidos, os investidores dividem as atenções entre as questões políticas e comerciais com o cenário macroeconômico do país. Os analistas do Goldman Sachs afirmaram que não classificam mais recessão como cenário base para os EUA, mas ainda veem incertezas pelo caminho.
Na agenda de indicadores locais, o mercado reagirá ao anúncio de deflação mensal do CPI norte-americano. A inflação oficial do país recuou 0,1% em março, ficando abaixo das projeções do mercado, que acreditavam em uma alta de 0,1%. Em 12 meses, a inflação está em 2,4%.
Na China, também foram divulgados novos dados para a inflação local em março, e o ritmo foi o mesmo, queda de 0,1%, em linha com as estimativas.
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O mercado espera agora por uma nova rodada de negociações entre a China e a União Europeia sobre várias questões, após o ministro do Comércio chinês, Wang Wentao, prometer acelerar as conversas em busca de novos parceiros comerciais.
Cenário nacional
A agenda no Brasil nesta quinta-feira conta somente com a divulgação dos números para o setor de serviços. E, fevereiro, houve uma alta mensal de 0,8%, mantendo a taxa em 2,8% em 12 meses. Com isso, o setor se encontra 16,2% acima do nível pré-pandemia.
Nos compromissos políticos, o mercado acompanhará a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em da Reunião Extraordinária do Conselho de Administração de Itaipu.
Destaques no mercado corporativo
- Sabesp (SBSP3): Câmara de Conciliação de Precatórios da Procuradoria Geral do Município de São Paulo aprovou as duas últimas propostas de acordos, totalizando R$ 2,48 bilhões em liquidação de precatórios.
- Azul (AZUL4): Subscritas 1.200.000.063 ações ordinárias e 152.924 preferenciais no aumento de capital aprovado em fevereiro. Montante total de R$ 72,7 milhões, com ações ON a R$ 0,06 e PN a R$ 4,50. Negociação das novas ações começa hoje (10).
- Eletrobras (ELET3): Esclareceu que dois candidatos ao Conselho de Administração — Carlos Marcio Ferreira e Pedro Batista de Lima Filho — foram indicados tanto pela administração quanto por acionistas da companhia. Eleição ocorre em 29/4.
- CCR (CCRO3): Tráfego total nas rodovias subiu 2,1% em março de 2025 na comparação anual. No acumulado do ano, alta de 1%. Mobilidade urbana teve queda de 0,8%, com destaque para o VLT Carioca (+27,7%) e ViaQuatro (+1,8%). Fluxo nos aeroportos aumentou 4,9%.
- Cury (CURY3): Lançou 14 empreendimentos no 1º trimestre (9 em SP e 5 no RJ), somando 9,1 mil apartamentos. VGV total foi de R$ 2,666 bilhões, alta de 77,8% frente ao mesmo período de 2024, impulsionado pelo programa Minha Casa Minha Vida.
- Zamp (ZAMP3): Conselho aprovou o encerramento do programa de ADRs. Encerramento do contrato de depósito será efetivado em 12 de maio de 2025.
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