O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia mensal do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 0,8% em março na comparação com fevereiro.
O resultado veio acima das expectativas do mercado, que projetavam alta de 0,3%, conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (19).
Na comparação com março de 2024, o IBC-Br avançou 3,5%. Já no acumulado de 12 meses encerrados em março, o indicador teve crescimento de 4,17%. A variação acumulada no ano foi de 3,68%.
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Expansão da indústria impulsiona IBC-Br
O desempenho do mês foi impulsionado, principalmente, pela indústria, que cresceu 2,15% em março. O setor agropecuário também contribuiu para a expansão do índice, com alta de 1,05%.
Os demais segmentos apresentaram os seguintes resultados:
- Serviços: +0,30%
- Impostos: +0,17%
- Ex-agropecuária: +0,73%
IBC-Br encerra 1º trimestre em alta de 1,3%
No trimestre encerrado em março, os resultados por setor foram liderados pela agropecuária, que cresceu 6,08%, seguido pela indústria, que registrou expansão de 1,58%; Serviços (+0,75%), Impostos (+0,70%) e Ex-agropecuária (+1%).
Com esses resultados, o IBC-Br encerrou o primeiro trimestre de 2025 com alta de 1,3% frente ao trimestre anterior.
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Tendência de alta
A média móvel trimestral, cálculo usado para suavizar oscilações pontuais e captar tendências, registrou crescimento de 0,78% em relação aos três meses encerrados em fevereiro, sinalizando uma trajetória de expansão moderada da economia brasileira.
O Banco Central destaca que, por sofrer constantes revisões, o indicador acumulado em 12 meses tende a ser mais estável do que a leitura mensal isolada.
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Comparação com o PIB oficial
O IBC-Br é um indicador criado pelo Banco Central para acompanhar o desempenho da economia entre as divulgações trimestrais do PIB pelo IBGE. Embora seja considerado uma “prévia do PIB”, o próprio BC ressalta que existem diferenças metodológicas, conceituais e de frequência entre os dois indicadores.
A última leitura oficial do PIB, referente ao quarto trimestre de 2024, apontou crescimento de 0,2%, com a economia encerrando o ano com expansão de 3,4%, totalizando R$ 11,7 trilhões.











