O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quarta-feira (4) em queda de 0,40%, aos 137.001,58 pontos. O volume negociado foi de R$ 22 bilhões.
A queda foi pressionada principalmente pelas ações da Petrobras, que acompanhou o recuo de cerca de 1% nos preços do petróleo em Londres, após a Arábia Saudita sinalizar que quer acelerar os aumentos na oferta da commodity pela Opep+.
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No Brasil, pesou também a notícia de que o governo pretende arrecadar até R$ 35 bilhões do setor de petróleo e gás até 2026. A intenção é antecipar receitas e, possivelmente, aumentar impostos.
Os papéis da estatal pressionaram o índice. Os papéis ordinários (PETR3) caíram 2,91% e os preferenciais (PETR4), 2,75%, ambos fechando nas mínimas do dia.
Destaques do Ibovespa
O setor bancário também pressionou o Ibovespa. O Banco do Brasil (BBAS3) caiu 2,74%, Santander (SANB11) recuou 2,35% e Itaú (ITUB4) teve baixa de 0,24%.
Do lado positivo, as ações da Vale (VALE3) subiram 0,46%, apoiadas pela alta de mais de 1% nos preços do minério de ferro em Cingapura e na China. A mineradora foi a única entre as grandes empresas do índice a fechar em alta.
Entre as maiores altas do dia, ficaram MRV (+6,86%), Cogna (+4,65%) e Yduqs (+4,39%). Por outro lado, Minerva (-7,13%), São Martinho (-5,39%) e Petz (-3,69%) tiveram os piores desempenhos da sessão.
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Acompanhe o gráfico Ibovespa (em tempo real):
Cenário político
Em entrevista ao Estadão Broadcast, Felipe Paletta, da EQI Research, disse que a Bolsa chegou a operar em alta pela manhã após pesquisa da Genial/Quaest apontar nova queda na popularidade do presidente Lula. A leitura de parte do mercado é que isso pode aumentar a chance de alternância de poder nas eleições de 2026.
Ainda assim, o estrategista alerta que a situação fiscal continua sendo um fator de risco. A ausência de medidas para conter gastos e melhorar a trajetória da dívida pública preocupa investidores.
Paletta acrescenta que, após o Ibovespa superar recordes em maio, é natural haver uma maior volatilidade no curto prazo, com parte do mercado aproveitando para realizar lucros.












