As bolsas dos Estados Unidos fecharam esta terça-feira (28) sem direção única. Enquanto os balanços trimestrais vieram acima das expectativas e impulsionaram os ganhos, a cautela com os elevados investimentos em inteligência artificial (IA) afetou o setor de tecnologia.
Além dos resultados corporativos, o mercado acompanhou a redução das tensões no Oriente Médio, que contribuiu para a queda dos preços do petróleo, e manteve as atenções voltadas para a decisão de juros do Federal Reserve (Fed), marcada para esta quarta-feira (29).
Confira o desempenho dos índices de Nova York:
- Dow Jones subiu 1,03% (52.747,32 pontos);
- S&P 500 teve alta de 0,21% (7.428,78 pontos);
- Nasdaq recuou 0,22% (24.876,91 pontos).
Movimentações no mercado de ações
O desempenho positivo foi sustentado principalmente pelas ações da Sherwin-Williams, que avançaram 8,2% após a divulgação do balanço trimestral. Também contribuíram para o índice os papéis da Coca-Cola, com alta de 5%, e da Boeing, que subiram 4,7%.
Outro destaque do pregão foi a fabricante de veículos elétricos Lucid. As ações da companhia dispararam mais de 20% depois que o príncipe saudita Alwaleed bin Talal Alsaud anunciou a compra de uma participação na empresa.
Apesar da recuperação de parte do mercado, o setor de tecnologia voltou a registrar perdas. As empresas de semicondutores permaneceram sob pressão, com o índice Technology Select Sector atingindo o menor nível desde 7 de maio, segundo a CNBC. O ETF VanEck Semiconductor recuou mais de 3%, enquanto o iShares Semiconductor ETF caiu 4,8%.
Mesmo com a realização de lucros nas ações de tecnologia, os resultados das empresas continuam sustentando as expectativas do mercado.
Segundo dados da FactSet, as companhias do S&P 500 registram, no segundo semestre deste ano, uma margem líquida de lucro combinada de 15,7%. Caso o percentual seja confirmado ao fim da temporada de balanços, será o maior desde o início da série histórica da consultoria, em 2009.
Tensões no Oriente Médio
O mercado também reagiu ao quarto dia consecutivo sem troca de ataques entre EUA e Irã, cenário que reduziu a percepção de risco entre os investidores.
Donald Trump, presidente dos EUA, afirmou que este seria “um bom momento” para que o Irã fechasse um acordo nuclear com Washington. Ao mesmo tempo, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, informou que o país apresentou a Omã uma proposta de acordo temporário para permitir a reabertura do Estreito de Ormuz.











