O dólar fechou esta terça-feira (28) em alta de 0,20% frente ao real, a R$ 5,12, impulsionado pela expectativa em relação à decisão de juros do Federal Reserve (Fed), que será divulgada amanhã (29), e pela queda dos preços do petróleo.
Hoje, o barril do tipo Brent encerrou o dia cotado a US$ 82,08, com recuo de cerca de 4%, após sinais de avanços diplomáticos no Oriente Médio, incluindo conversas entre Irã, Arábia Saudita e Omã sobre a situação no Estreito de Ormuz.
Como o Brasil é exportador líquido de petróleo, a redução do preço da commodity tende a diminuir a entrada de dólares no país, afetando os chamados termos de troca, indicador que mede a relação entre os preços das exportações e das importações.
Além do petróleo, investidores adotaram uma postura mais cautelosa antes da decisão do Fed. A expectativa é de manutenção da taxa de juros entre 3,50% e 3,75% ao ano. Ainda assim, parte do mercado acompanha a possibilidade de um posicionamento mais rígido do banco central.
Durante o pregão, a moeda norte-americana chegou à mínima de R$ 5,1097, mas voltou a subir ao longo da tarde. Pela manhã, atingiu a máxima de R$ 5,1301.
Já o contrato futuro do dólar para agosto avançava 0,14%, cotado a R$ 5,1260, por volta das 17h. No mesmo horário, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,11%.
Mercado monitora possível divisão no Fed
Apesar da expectativa de manutenção dos juros, investidores acompanham sinais de que a decisão poderá não ser unânime.
Segundo avaliações de Bank of America (BofA) e Citi, duas integrantes votantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), Beth Hammack, presidente do Fed de Cleveland, e Lori Logan, presidente do Fed de Dallas, podem votar a favor de uma elevação da taxa.
Mesmo assim, a ferramenta FedWatch, do CME Group, indicava pela manhã cerca de 70% de probabilidade de manutenção dos juros.
IPCA-15 vem abaixo do esperado
Internamente, investidores também repercutiram o resultado do IPCA-15, considerado a prévia oficial da inflação no Brasil. O índice desacelerou de 0,41% em junho para 0,06% em julho, ficando abaixo das projeções do mercado.











