Nesta sexta-feira (13), o mercado passou a projetar um déficit primário de R$ 74,7 bilhões para o Brasil em 2025, segundo o boletim Prisma Fiscal de junho, divulgado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda.
A aposta indica uma piora em relação ao levantamento de maio, que previa um déficit de R$ 72,7 bilhões. Os dados refletem a mediana das projeções dos analistas de mercado e foram coletados até o quinto dia útil de junho.
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O novo valor estimado se afasta da meta fiscal de resultado primário neutro (0% do PIB) estabelecida pelo governo para 2025, conforme o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) — que adiou o equilíbrio fiscal de 2024 para 2025 e o superávit de 2025 para 2026.
A projeção para 2026 também foi revisada negativamente. O mercado agora estima um déficit de R$ 81,5 bilhões, frente aos R$ 80,7 bilhões apontados no boletim anterior. O governo, no entanto, mantém a expectativa de superávit de 0,25% do PIB para o ano que vem.
Receita e despesas do Brasil devem crescer
Para 2025, a projeção das receitas federais subiu de R$ 2,848 trilhões para R$ 2,863 trilhões. Já para 2026, a estimativa aumentou de R$ 3,028 trilhões para R$ 3,051 trilhões.
Também houve alta na projeção da receita líquida do Governo Central, que passou de R$ 2,313 trilhões para R$ 2,317 trilhões em 2025 e de R$ 2,464 trilhões para R$ 2,471 trilhões em 2026.
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Do lado das despesas, a expectativa para 2025 subiu de R$ 2,383 trilhões para R$ 2,393 trilhões. Em 2026, o mercado espera um gasto total de R$ 2,567 trilhões, acima dos R$ 2,545 trilhões estimados anteriormente.
Projeção da dívida bruta diminui, mas segue acima da meta
A mediana das projeções para a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) também foi ajustada. Para 2025, a projeção recuou levemente de 80,30% para 80,10% do PIB. Para 2026, a estimativa caiu de 84,49% para 84,17%.
No entanto, esses números seguem acima dos percentuais projetados pelo PLDO, que estimava uma DBGG de 77,9% do PIB em 2025 e 79,1% em 2026.
Já o relatório de Projeções Fiscais do Tesouro Nacional, publicado em dezembro, projetou uma trajetória mais pessimista: 79,7% em 2025, 81,7% em 2026 e 81,8% em 2027.
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Arcabouço fiscal
O novo arcabouço fiscal substituiu o antigo teto de gastos e introduziu regras mais flexíveis. A principal diretriz é que as despesas só poderão crescer até 70% do avanço real da receita, respeitando o intervalo de crescimento entre 0,6% e 2,5% acima da inflação.
Um dos objetivos da nova regra é promover superávits primários gradualmente para o Brasil, a partir de um resultado neutro em 2025.











