O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou a super quarta (18) em leve queda de 0,09%, aos 138.716,64 pontos, impulsionado pelo vencimento de opções sobre o índice.
A queda também foi motivada pelas declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, de que os efeitos das tarifas de Trump ainda serão sentidos. A fala de Powell ocorreu após a divulgação da decisão de política monetária de manter os juros entre 4,25% e 4,5% ao ano.
A expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juros, a Selic, também ajudou a aumentar a cautela do mercado e conter o desempenho do índice.
Mais tarde, o Copom divulgou a decisão de aumentar a Selic em 0,25%, para 15% ao ano, atingindo o maior nível desde 2006. O Banco Central ainda antecipou uma pausa no atual ciclo de alta para avaliar os efeitos das últimas elevações.
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Nesta sexta-feira (20) pós-feriado de Corpus Christi no Brasil e Juneteeth nos Estados Unidos, o mercado internacional repercute as decisões de política monetária de outras regiões.
Nesta quinta-feira (19), o Banco da Inglaterra (BoE) manteve o juro britânico em 4,25% e o Banco Central da Turquia em 46%, indicando que a política seguirá restritiva.
Nesta sexta-feira, na China, o Banco do Povo (PBoC) também manteve inalteradas as taxas básicas de juros (LPRs) em 3% para um ano e 3,50% para cinco anos. Em maio, houve um corte de 10 pontos-base como parte dos esforços para combater os impactos da guerra comercial com os EUA.
No contexto geopolítico, ressoa a declaração da Casa Branca de que Trump tomará uma decisão sobre entrar na guerra contra o Irã em até duas semanas, o que pode dar um fôlego às tensões no Oriente Médio.
No Brasil, o mercado repercute a decisão do Copom após a decisão hawkish (de aperto monetário) com objetivo evitar que o mercado precifique cortes precoces da taxa Selic.
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Manchetes desta manhã
- Estados e municípios já respondem por 80% do investimento público (Valor)
- Dólar alivia inflação, e IPCA deve ficar perto de 5% este ano ( O Globo)
- Gasto sob Lula 3 cresce em ritmo de quase o dobro da arrecadação (Folha)
- Irã tenta acordo com os EUA; Trump adia decisão de atacar (Estadão)
Mercado global
As Bolsas da Europa seguem em alta em recuperação a três sessões negativas, após Trump afirmar que pode ser necessário esperar mais duas semanas até que ele decida se lançará um ataque contra o Irã.
No contexto de política monetária, os bancos europeus enviaram sinais dovish, com o da Noruega, que fez seu 1º corte de taxa desde 2020, o Banco Nacional Suíço, que reduziu taxas para zero e o BoE, que manteve a política estável.
Na Ásia, os índices encerraram a semana de forma mista refletindo a reação do mercado à decisão do Fed de manter os juros inalterados nos EUA.
As bolsas da China fecharam em baixa, com Xangai perto da estabilidade (-0,07%) e Shenzhen com queda um pouco maior (-0,47%) após o PBoC manter as taxas de juros inalteradas.
Em Nova York, os índices futuros abriram em queda, com a possibilidade de um envolvimento militar direto dos EUA na guerra entre Israel e Irã.
Confira os principais índices do mercado:
• S&P 500 Futuro -0,3%
• FTSE 100 +0,4%
• CAC 40 +0,5%
• Nikkei 225 -0,2%
• Hang Seng +1,3%
• Shanghai SE Comp. -0,1%
• MSCI World +0,2%
• MSCI EM +1,1%
• Bitcoin +1,7% a US$ 106119,63
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Commodities
- Petróleo: oscila após Trump adiar decisão sobre ataque ao Irã. O Brent/ago recua 2,36%, a US$ 76,99 e o WTI/ago sobe 0,72%, a US$ 75,68.
- Minério de ferro: fechou em alta de 0,93% em Dalian, na China, cotado a US$ 97,89/ton. Em Singapura, os contratos futuros sobem 0,86%, cotados a US$ 93,65/ton e o mercado à vista avança 0,32%, cotado a US$ 94,75/ton.
Cenário internacional
Em busca de amenizar as tensões entre Israel e Irã, hoje, representantes iranianos devem se reunir com líderes europeus, em Genebra. Segundo a Reuters, o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e o ministro iraniano Abbas Araqchi conversaram por telefone diversas vezes desde o início dos ataques israelenses.
Para a próxima semana, a agenda terá como destaques as sabatinas do presidente do Federal Reserve (Fed) na Câmara na terça-feira (24) e no Senado na quarta-feira (25); além do PIB final dos EUA do primeiro trimestre na quinta-feira (26) e inflação PCE de maio na sexta-feira (27).
Cenário nacional
No Brasil, a agenda do dia traz o vencimento de opções sobre ações na B3. Na próxima semana, destaque para a ata do Copom na terça-feira (24), IPCA-15 de junho na quinta-feira (26) e Pnad contínua e Caged na sexta-feira (27).
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Destaques no mercado corporativo
- Bradesco: pagará R$ 3 bilhões em juros sobre capital próprio.
- Petrobras: paga hoje a segunda parcela de dividendos do quarto trimestre, no valor de R$ 0,37 por ação, e segundo a CEO, Magda Chambriard, está de “dedos cruzados” para pagar dividendos extras, que dependerão do preço do petróleo.
- PetroReconcavo: a ANP aprovou o retorno das operações do campo da empresa na Bahia.
- JBS: Wesley Batista foi eleito presidente do conselho de administração da JBS S.A.
- Enel São Paulo: anunciou investimentos de R$ 10,4 bilhões entre 2025 e 2027 nos 24 municípios que tem a concessão no estado.












