O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta terça-feira (28) em alta de 0,70%, aos 176.564,75 pontos, impulsionado pela divulgação do IPCA-15 de julho, que veio abaixo das expectativas do mercado e reforçou as apostas de novos cortes da taxa Selic.
A prévia da inflação oficial avançou apenas 0,06% no mês, abaixo até da menor estimativa do mercado, de 0,17%. O resultado levou analistas a revisarem para baixo as projeções para a inflação de 2026, além de fortalecer a expectativa de uma redução de juros após a reunião de agosto.
No exterior, a manutenção da pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã e a proposta iraniana para uma reabertura temporária do Estreito de Ormuz aumentaram a expectativa de uma redução das tensões no Oriente Médio.
Agora, as atenções dos investidores se voltam para a decisão de juros do Federal Reserve (Fed), marcada para esta quarta-feira (29). A expectativa é de manutenção, mas o mercado acompanhará o comunicado em busca de sinais sobre os próximos passos do banco central americano.
Durante a sessão, a Bolsa chegou à máxima de 178.538,64 pontos, com alta de 1,83%, após superar momentaneamente os 178 mil pontos. Na mínima, marcou 175.326,40 pontos, próximo da estabilidade. O volume financeiro somou R$ 21,9 bilhões. Com o resultado, o índice acumula alta de 2,64% em julho e avanço de 9,58% em 2026.
Destaques do Ibovespa
As ações da Petrobras (ON +0,8% e PN +0,49%) conseguiram avançar mesmo com a forte queda do petróleo no mercado internacional. O petróleo Brent para outubro recuou 4,41%, encerrando o dia cotado a US$ 82,08 por barril.
O setor financeiro também contribuiu para o avanço do índice, beneficiado pelo fluxo de investidores estrangeiros. Santander subiu 1,13%, enquanto o Itaú avançou 0,40%. A Vale terminou o pregão estável, em meio ao recuo do minério de ferro.
Entre as maiores altas do dia ficaram Vamos (+5,05%), Hapvida (+4,02%) e Fleury (+3,21%). Já entre as quedas, apareceram Telefônica Brasil (-5,98%), Tim (-5,81%) e Sabesp (-2,08%).
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