O dólar fechou esta sexta-feira (18) em alta de 0,10%, a R$ 5,14, após reduzir a intensidade da alta durante a tarde, acompanhando a desaceleração da moeda americana no exterior e a diminuição das perdas do iene.
A recuperação do real durante a tarde também foi influenciada pela redução do desconforto dos investidores após a divulgação de pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial. Segundo analistas, o levantamento não mostrou a melhora esperada nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro (PL).
Na semana, o dólar acumulou alta de 0,37%. Em setembro, a alta chega a 0,69%, enquanto no ano a divisa acumula queda de 5,64%.
Dólar acompanha cenário externo e fluxo cambial
No exterior, o dólar perdeu força ao longo da sessão. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana contra uma cesta de seis moedas fortes, operava aos 100,196 pontos por volta das 17h, em queda de 0,05%, após atingir 100,564 pontos pela manhã, maior nível em sete semanas.
Na semana, o Dollar Index acumula alta de pouco mais de 1% e, no ano, avanço próximo de 2%.
O movimento ocorreu em meio à recuperação parcial do iene, que havia registrado perdas expressivas durante a manhã, mesmo após o Banco do Japão (BoJ) elevar sua taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para 1,25% ao ano, maior nível desde 1995.
A decisão do BoJ foi dividida, o que foi interpretado por investidores como um sinal de menor pressão para novas altas de juros. Rumores de intervenção das autoridades japonesas, porém, reduziram as perdas da moeda, que ainda recuava mais de 0,40% ante o dólar.
Banco Central atua para ampliar liquidez no câmbio
O Banco Central realizou uma operação de venda de US$ 1 bilhão no mercado à vista com compromisso de recompra, uma operação conhecida como leilão de linha. O objetivo é aumentar a disponibilidade de moeda estrangeira e melhorar a liquidez do mercado de câmbio.
O BC já havia realizado outras operações semelhantes neste mês, incluindo dois casados cambiais reversos, que funcionam como uma venda futura de dólares pela autoridade monetária.
Diferencial de juros segue no radar
O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos continua como um dos fatores acompanhados pelo mercado. Apesar da redução da Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) e da alta dos juros americanos pelo Fed, o Brasil mantém uma diferença relevante entre as taxas.











