O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta sexta-feira (18) em queda de 0,41%, aos 185.229,17 pontos, pressionado pelo recuo do petróleo, pela baixa das ações da Petrobras e pelo movimento mais defensivo dos investidores antes do fim de semana.
Parte da pressão veio do mercado internacional de petróleo. O barril do Brent fechou cotado a US$ 103,87, com queda de 0,91%. A baixa afetou principalmente as ações da Petrobras, que têm forte relação com as expectativas de receita e geração de caixa da companhia.
Os investidores também continuaram avaliando os impactos fiscais do reajuste de 15% no Bolsa Família, anunciado pelo governo nesta quinta-feira (17). A medida elevou as projeções de gastos públicos e manteve o debate sobre a trajetória das contas públicas no radar do mercado.
O cenário externo também contribuiu para o movimento mais cauteloso. As bolsas americanas encerraram o dia sem direção única, enquanto investidores ajustaram posições após a decisão do Federal Reserve (Fed) sobre os juros.
Com o resultado desta sexta-feira, a Bolsa caiu 1,06% na semana. Em setembro, o índice registra alta de 4,14%, enquanto, em 2026, o avanço chega a 15%.
Destaques do Ibovespa
A Vale foi um dos destaques negativos do pregão, com queda de 1,53%, devolvendo parte dos ganhos registrados na sessão anterior. As ações da Petrobras também fecharam em baixa de 1,09% (ON) e 0,23% (PN), acompanhando o recuo do petróleo.
No setor financeiro, o desempenho foi misto. O Santander caiu 3,47%, o Bradesco recuou 0,88% e o Itaú perdeu 0,59%. Na direção oposta, o Banco do Brasil avançou 1,84%, enquanto o BTG Pactual subiu 0,43%.
Entre as maiores altas do dia ficaram Minerva (+4,46%), Cyrela (+3,86%) e Multiplan (+3,48%). Já entre as quedas, estiveram CSN (-6,4%), CSN Mineração (-4,88%) e MRV (-3,68%).
Acompanhe o gráfico Ibovespa (em tempo real):











