O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, encerrou a sessão desta quinta-feira (17) em leve alta de 0,04%, aos 135.564,74 pontos, sustentando o movimento de recuperação após sucessivas quedas.
O desempenho do índice foi impulsionado pela notícia de que a Receita Federal não emitirá cobrança retroativa do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para instituições financeiras, após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de manter o decreto da presidência.
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No mercado internacional, os dados da economia nos Estados Unidos vieram fortes e levaram o S&P 500 e o Nasdaq a renovarem suas máximas históricas.
Os mesmos dados, que deveriam guiar a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) de setembro, dividiram as apostas entre o primeiro corte de 25pbs e a manutenção da taxa de juros.
No Brasil, a semana encerra com agenda esvaziada e o primeiro dia de recesso parlamentar em meio ao embate entre o governo e o Congresso, que se agravam com o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao aumento do número de deputados e a manutenção do decreto presidencial do IOF.
Enquanto isso, a crise estabelecida entre o Brasil e os EUA com o anúncio da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e a tentativa de interferência política devem atingir um novo patamar nos próximos dias, após o pronunciamento do presidente Lula à TV americana.
Lula disse que não quer ser refém dos Estados Unidos e que Trump não é ‘imperador do mundo’. Na noite desta quinta-feira, Trump publicou em sua rede Truth Social uma carta aberta ao ex-presidente Jair Bolsonaro, reafirmando ameaças ao Brasil, admitindo a motivação política da tarifa punitiva.
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Manchetes desta manhã
- Companhias consideram ir à Justiça contra tarifa de Trump (Valor)
- Divisão no governo pressiona Lula em sanção de lei que reduz proteção ambiental (O Globo)
- Lula ameaça taxar big techs e vai à TV para exortar nacionalismo (Estadão)
- Bolsonaro é alvo de operação da PF, e Supremo manda ex-presidente usar tornozeleira eletrônica (Folha)
- Tesouro deve manter ritmo intenso e viés de risco em emissões de títulos (Valor)
- Tarifaço terá impacto reduzido sobre PIB, aponta diretor do FMI (Valor)
Mercado global
As Bolsas da Europa operam estáveis, na expectativa dos resultados corporativos e em meio ao monitoramento das tensões comerciais entre a União Europeia e os Estados Unidos.
O bloco aprovou o18º pacote de sanções contra a Rússia, em retaliação pela guerra contra a Ucrânia. A medida reduz o teto de preços do G7 para compra do petróleo bruto russo para US$ 47,6 por barril.
Na Ásia, as praças encerraram a semana com desempenho misto em meio a ganhos importantes na China e leve perda no Japão.
Na China, o otimismo do mercado está relacionado às expectativas de maior regulação do governo contra a competição predatória de preços e a a oferta de chips para o mercado chinês. Por outro lado, no Japão, o índice Nikkei recuou 0,17% pressionado por perdas na área de eletrônicos.
Em Nova York, os índices futuros operam em alta, após o S&P 500 e o Nasdaq atingirem patamares históricos em meio ao otimismo dos investidores após os dados de emprego e varejo mostrarem força da economia e pouco impacto das tarifas de Trump no consumo.
Confira os principais índices do mercado:
•S&P 500 Futuro estável
•FTSE 100 +0,1%
•CAC 40 +0,3%
•Nikkei 225 -0,2%
•Hang Seng +1,3%
•Shanghai SE Comp. +0,5%
•MSCI World +0,1%
•MSCI EM +0,7%
•Bitcoin -0,5% a US$ 118908
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Commodities
- Petróleo: preços sobem com as perdas de oferta devido às interrupções em oleoduto após ataques de drones perto de infraestrutura petrolífera no Curdistão iraquiano, que provocaram interrupção temporária da produção.
O Brent para setembro sobe 0,92%, cotado a US$ 70,16 e o WTI de agosto valoriza 1,13%, a US$ 68,30. - Minério de ferro: fechou em alta de 0,38% em Dalian, na China, cotado a US$ 109,37/ton. Em Singapura, os contratos futuros têm leve queda de 0,03%, cotados a US$ 100,80/ton e o mercado à vista cede 0,04%, a US$ 98,40/ton.
Cenário internacional
Nos EUA, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira o projeto de lei que estabelece as regras para o mercado de stablecoins, que são criptomoedas lastreadas por um ativo real, como commodities ou moedas fiduciárias.
O texto seguiu para sanção do presidente, Donald Trump, e deve se tornar a primeira legislação robusta voltada ao setor cripto nos EUA.
Para a Argentina, a agência de classificação de riscos Moody’s alterou de “Caa3” para “Caa1” a nota dos títulos da dívida de longo prazo emitidos pelo país, tanto em moeda estrangeira como em divisa local.
A decisão divulgada nesta quinta-feira ocorre apesar da melhora, mantendo o país no chamado “grau especulativo” (mais baixo da escala) e com a perspectiva alterada de “positiva” para “estável”.
Entre os indicadores econômicos, o comportamento e impressões do consumidor dos EUA em julho e as construções de moradias iniciadas no mês passado são os destaques da agenda desta sexta-feira.
Na próxima semana, a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) ocorre na quinta-feira (24). Destaque também para o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, na terça-feira (22).
Cenário nacional
No Brasil, a agenda desta sexta-feira segue sem destaques relevantes quanto aos indicadores econômicos e segue acompanhando o cenário político.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve a estimativa do crescimento potencial do Brasil de 2,3% este ano. O relatório anual sobre a economia do país, divulgado ontem, recomenda avançar no esforço para diminuir a dívida pública.
Na agenda da próxima semana, destaque para a divulgação do IPCA-15 de julho, na sexta-feira (25) pelo IBGE.
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Destaques no mercado corporativo
- Netflix: teve lucro de US$ 3,12 bilhões no segundo trimestre, com crescimento de 45,5% na comparação anual. As receitas da plataforma chegaram a US$ 11 bilhões entre abril e junho, alta de 15,9% sobre o mesmo período de 2024.
- Nvidia: Jensen Huang anunciou que a empresa retomará as vendas de seus chips H20 na China e inaugurou uma grande exposição sobre cadeia de suprimentos em Pequim.
- Meta: Mark Zuckerberg fechou um acordo para encerrar o processo de US$ 8 bilhões pelos danos que ele e outros executivos da empresa supostamente causaram à Meta ao permitirem repetidas violações da privacidade dos usuários do Facebook.
- Cosan: negou acordo para venda da Moove à Vibra; ambas desmentiram negociações.
- WEG: comprará os 49% restantes da PPI-Multitask; o valor não foi divulgado.
- Santos Brasil teve mudanças no conselho após aquisição de 47,9% pela CMA CGM, que prepara OPA total.











