O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta sexta-feira (18) em queda de 1,61%, aos 133.381 pontos — menor nível de fechamento desde 23 de abril. O volume financeiro negociado foi de R$ 26,3 bilhões, impulsionado pelo vencimento de opções sobre ações.
A queda refletiu a carta pública de Donald Trump, presidente dos EUA, defendendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter medidas restritivas, como o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de uso de redes sociais e contato com aliados.
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Segundo analistas, há temor de que Trump utilize o episódio para justificar novas tarifas contra o Brasil, afetando setores exportadores e gerando ainda mais incerteza no mercado financeiro.
Citi vê cenário “longo e tortuoso”
Em relatório, estrategistas do Citi apontam que a retórica da Casa Branca é menos flexível e que o cenário para uma possível redução da tarifa — atualmente ameaçada em 50% — pode ser “longo e tortuoso”, fazendo alusão à canção dos Beatles The Long and Winding Road. O banco prevê que a taxa possa cair para cerca de 20%, mas com elevado custo político e incerteza.
Destaques do Ibovespa
A Vale, ação de maior peso no índice, subiu 0,48%. Já a Petrobras caiu 1,49% (ON) e 1,53% (PN). Os grandes bancos também recuaram, com destaque para Santander (-5,19%) e Bradesco ON (-2,32%).
Entre as maiores altas do dia, ficaram Vivara (+1,35%), Engie (+1,04%) e Taesa (+0,68%). Por outro lado, Braskem (-7,59%), Yduqs (-7,45%) e B3 (-5,60%) tiveram os piores desempenhos da sessão. Somente 12 dos 84 papéis do Ibovespa terminaram no azul.
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