O governo deve encerrar 2025 com um déficit primário de R$ 70,877 bilhões, segundo projeção dos analistas consultados pelo boletim Prisma Fiscal de junho, divulgado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda nesta quinta-feira (14).
O resultado indica uma melhora em relação à estimativa anterior, de julho, que apontava rombo de R$ 72,107 bilhões. Apesar disso, o valor segue distante da meta oficial para o período.
O novo arcabouço fiscal, que substituiu o teto de gastos, previa inicialmente déficit zero em 2024 e superávit primário a partir de 2025. No entanto, a meta foi alterada no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2025. Agora, é esperado um resultado neutro neste ano, equivalente a 0% do PIB.
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Para 2026, o Prisma aponta déficit de R$ 81,063 bilhões, menor que a estimativa anterior (R$ 89,374 bilhões). O governo, por sua vez, mantém a expectativa de superávit de 0,25% do PIB no período.
Arrecadação e despesas
As projeções para as receitas federais em 2025 subiram de R$ 2,878 trilhões para R$ 2,882 trilhões. Para 2026, passaram de R$ 3,048 trilhões para R$ 3,080 trilhões. A receita líquida do Governo Central foi estimada em R$ 2,323 trilhões para 2025 e R$ 2,491 trilhões para 2026.
Do lado das despesas, a expectativa para 2025 é de R$ 2,395 trilhões, praticamente estável em relação à previsão anterior. Para 2026, o valor foi projetado em R$ 2,577 trilhões.
Dívida bruta cai
A mediana das projeções para a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) também foi revisada. Para 2025, passou de 80,00% para 79,80% do PIB. Já para 2026, recuou de 84,10% para 83,87%.
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