O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-10) encerrou 2025 em queda de 0,76%, revertendo a alta de 6,61% observada em 2024. O resultado foi consolidado nesta segunda-feira (15), após o índice subir 0,04% em dezembro.
Os dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) indicaram que o resultado ficou dentro do intervalo das estimativas do mercado e próximo da mediana positiva de 0,01%.
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Atacado puxa deflação do IGP-10 no ano
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), que mede os preços no atacado, recuou 0,03% em dezembro, após subir 0,15% no mês anterior. No acumulado de 2025, o índice caiu 2,87%, refletindo a deflação tanto de produtos agropecuários (-6,07%) quanto industriais (-1,71%).
Segundo Matheus Dias, economista do Ibre/FGV, o resultado reflete boas safras e a sensibilidade das commodities ao mercado internacional. “A queda dos preços de alimentos repercutiu nos produtos processados e limitou o avanço da indústria de transformação, que variou apenas 0,7% em 2025”, explicou.
Entre os estágios de processamento, os preços de matérias-primas recuaram 7,13% no ano, enquanto os bens intermediários caíram 0,98%. Já os bens finais tiveram alta de 2,06%.
Passagens aéreas e energia pressionam consumo
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) subiu 0,21% em dezembro, repetindo a taxa de novembro. As maiores pressões vieram das passagens aéreas, com alta de 15,57%, e da energia elétrica residencial, que avançou 1,99%.
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Por outro lado, a inflação foi atenuada pela queda nos preços de alimentos e bens industriais, como tomate (-17,43%), leite longa vida (-5,60%), perfume (-4,03%) e celulares (-1,46%).
Entre os grupos de despesas, Educação, Leitura e Recreação acelerou de 0,41% para 1,86%, enquanto Habitação passou de queda de 0,16% para alta de 0,28%. Alimentação e Vestuário registraram deflação no mês.
No acumulado de 2025, o IPC-10 avançou 4,01%, ligeiramente abaixo dos 4,11% de 2024. Habitação teve o maior peso, influenciada pela volatilidade das tarifas de energia elétrica.
Construção desacelera no fim do ano
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) subiu 0,22% em dezembro, após alta de 0,30% em novembro. O resultado refletiu o avanço mais moderado dos custos com materiais, equipamentos e serviços, que passaram de 0,34% para 0,17%.
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Os custos com mão de obra, por outro lado, aceleraram de 0,23% para 0,28% no período.
Em 2025, o INCC-10 acumulou alta de 6,18%, levemente abaixo dos 6,35% registrados em 2024. Segundo a FGV, a desaceleração dos materiais foi parcialmente compensada pelo aumento expressivo dos custos da mão de obra, que subiram 9,23% no ano.











