O pagamento do novo salário mínimo 2026 de R$ 1.621 já começou, garantindo um reajuste real de 6,79% para milhões de brasileiros. Além de alterar o contracheque, o novo valor modifica tabelas do INSS e benefícios como o seguro-desemprego.
Como foi definido o valor do reajuste?
O aumento de R$ 103 em relação ao ano anterior segue a política de valorização que soma a inflação do INPC (4,18%) ao crescimento do PIB (3,4%). No entanto, o reajuste final de 6,79% respeitou o teto do arcabouço fiscal, que limita o ganho real a 2,5% acima da inflação.
Com essa atualização oficializada pelo Decreto 12.797/2025, o valor diário do trabalho passa a ser de R$ 54,04, enquanto a hora de trabalho vale agora R$ 7,37. Esse cálculo busca preservar o poder de compra das famílias diante da alta dos preços.

Como ficam os descontos do INSS no salário?
Para o trabalhador com carteira assinada, a tabela de contribuição previdenciária muda automaticamente com o novo piso nacional. Quem ganha acima do mínimo terá a contribuição ajustada de forma progressiva conforme as faixas salariais abaixo:
Quanto o MEI e o autônomo vão pagar?
Os contribuintes individuais, facultativos e Microempreendedores Individuais (MEI) também sentirão o impacto no boleto mensal, já que a base de cálculo é o piso nacional. Os novos valores de recolhimento para essas categorias foram atualizados da seguinte forma:
- Plano Normal (20%): o valor sobe para R$ 324,20;
- Plano Simplificado (11%): o recolhimento passa a ser de R$ 178,31;
- MEI e Baixa Renda (5%): a guia DAS terá o valor base de R$ 81,05.
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O seguro-desemprego e outros benefícios mudam?
Sim, o seguro-desemprego tem sua parcela mínima fixada em R$ 1.621, enquanto a parcela máxima chega a R$ 2.518,65 para quem tem salários médios mais altos. O reajuste desse benefício segue o INPC de 3,90% e já está vigente desde meados de janeiro.
Outro auxílio impactado é o salário-família, destinado a trabalhadores de baixa renda com filhos de até 14 anos ou inválidos. O valor da cota ficou em R$ 67,54 por dependente, sendo pago apenas para quem recebe até R$ 1.980,38 mensais.

Qual o impacto econômico desse aumento?
Dados do Dieese apontam que o novo salário mínimo deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia brasileira ao longo de 2026. Estima-se que 61,9 milhões de pessoas tenham sua renda referenciada diretamente por esse valor.
O governo projeta um efeito de R$ 110 bilhões na economia ao somar o reajuste com a isenção do Imposto de Renda. Por outro lado, a Previdência Social terá um custo adicional de R$ 39,1 bilhões, exigindo atenção contínua às contas públicas.

