Monitor do Mercado
  • Notícias
    • Últimas notícias
    • Câmbio
    • Commodities
    • Cripto
    • Economia
    • Empresas e ações
    • Fatos Relevantes
    • Finanças Pessoais
    • Imóveis
    • Inteligência Artificial
    • Internacional
    • Mercados
    • Negócios
    • Política
  • Ferramentas
    • Monitor Empresas
    • Real Time
    • Cursos
    • E-books gratuitos
    • Newsletter
    • Planilha de Controle Financeiro
    • Simulador de Financiamento
    • Simulador de Aposentadoria
  • Imóveis Retomados
  • Investimentos
monitor valores monitor commodities
Sem resultado
Veja todos os resultados
Monitor do Mercado
Home Notícias Empresas e ações

Planos de saúde: lucro recorde esconde pressão sobre operadoras de médio e pequeno porte

Por Leonardo Grané
09/abr/2026
Em Empresas e ações, Mercados, Notícias
Imagem: Divulgação

Imagem: Divulgação

WhatsappTelegramTwitterFacebookLinkedin

As operadoras de planos de saúde registraram lucro recorde de R$ 24,4 bilhões em 2025, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Entretanto, dados da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) indicam que a recuperação no setor não foi homogênea.

Enquanto grandes empresas sustentaram os resultados, as de médio e pequeno porte — que atendem 21,7% dos consumidores — ainda enfrentam dificuldades operacionais. Em um conjunto de 540 empresas, 45% terminaram o ano no vermelho, acumulando um desempenho negativo de R$ 200 milhões.

Veja também

A cidade australiana construída inteiramente debaixo da terra para escapar do calor mortal do deserto

A solução de injeção submarina mais eficiente da região para liberar espaço no convés da plataforma

Segundo Marcelo Dietrich, diretor da associação, o movimento é impulsionado pelo aumento dos custos assistenciais e pelo crescimento das despesas judiciais. Nos últimos 12 meses, 63% dos custos decorrentes de decisões judiciais estiveram relacionados a procedimentos fora do rol de cobertura (lista de procedimentos que os planos são obrigados a cobrir) definido pela ANS. Entre as operadoras de pequeno porte, essa proporção chega a 77%.

Em nota enviada ao Monitor do Mercado, Dietrich também afirma que o lucro recorde do setor mascara a realidade das operações. Isso porque “o número inclui resultados financeiros e patrimoniais que não estão diretamente ligados à prestação de serviços de saúde”.

Assim, mesmo quando há prejuízo na chamada operação de saúde — ou seja, quando as despesas com consultas, exames e internações superam as mensalidades recebidas —, o resultado final pode permanecer positivo devido ao desempenho dessas aplicações.

Planos empresariais impulsionam reajustes e expõem distorções no acesso

No relatório anual, a agência nacional revelou que boa parte da recomposição de margens das operadoras ocorreu por meio dos planos coletivos (empresariais), que não estão sujeitos ao teto de reajuste definido pela agência para os planos individuais.

Para Elton Fernandes, advogado especializado em direito da saúde, há dois movimentos principais por trás desse cenário: a redução recente da sinistralidade e o aumento expressivo dos preços nos planos coletivos.

Em entrevista ao Monitor do Mercado, o especialista apontou uma distorção na forma como esses planos são comercializados: a contratação por famílias por meio de CNPJ, prática que permite acessar planos empresariais. Tradicionalmente, eles possuem custos mais baixos, mas escapam do limite de reajuste regulado.

  • A informação que os grandes investidores usam – no seu WhatsApp! Entre agora e receba análises, notícias e recomendações.

Ele também afirma que há estímulo comercial para a contratação de “planos empresariais travestidos de familiares” e levanta o seguinte questionamento: “Se eu não posso contratar a babá do meu filho como MEI, sob pena de processo trabalhista, por qual razão as operadoras vendem planos empresariais para famílias?”

Apesar do crescimento recorde no número de beneficiários, o acesso à saúde suplementar continua restrito. Fernandes diz que, desde a criação da Lei dos Planos de Saúde, em 1998, o país não conseguiu ampliar a participação da população nesse tipo de serviço — mantendo o aumento do número de segurados sempre proporcional ao crescimento da população brasileira.

Caminho das operadoras até o recorde

O histórico recente do setor ajuda a explicar o cenário atual. Em 2020, as operadoras registraram lucro de R$ 18,7 bilhões, impulsionado pela redução de atendimentos durante o isolamento social.

A sinistralidade — que mede a proporção da receita destinada ao pagamento de despesas médicas — caiu para 77,7%, o menor nível da série histórica. No mesmo período, a Variação de Custos Médicos Hospitalares (VCMH) ficou negativa em 8,45%, refletindo o adiamento de procedimentos.

Com a retomada dos atendimentos, houve reversão desse cenário. A sinistralidade subiu para 87,1% em 2021 e 89,2% em 2022, enquanto os custos assistenciais avançaram de R$ 165,8 bilhões em 2020 para R$ 206 bilhões em 2021.

O setor acumulou prejuízos operacionais de R$ 1,6 bilhão em 2021, R$ 9,9 bilhões em 2022 e R$ 9,2 bilhões em 2023. Mesmo assim, o resultado líquido foi sustentado por aplicações financeiras das reservas das operadoras.

A recuperação começou em 2024 e se consolidou em 2025, impulsionada principalmente por reajustes das mensalidades e controle de despesas. Os planos empresariais tiveram aumento médio de 17,91% em 2024, elevando a receita das operadoras. Ao mesmo tempo, a sinistralidade recuou para cerca de 83%, próximo ao nível pré-pandemia.

Outro fator relevante foi o aumento das glosas — recusa de pagamento a prestadores após auditoria — cuja taxa subiu de 11,89% em 2023 para 15,89% em 2024, com retenção estimada em cerca de R$ 10 bilhões.

  • Tem precatórios a receber? Saiba que é possível sair da fila e transformar em dinheiro já. Clique aqui e simule a venda.

Gigantes também sangram

Levando em conta o ano de 2025, SulAmérica (SULA11) e Qualicorp (QUAL3) conseguiram surfar a boa onda para os planos de saúde, de acordo com análise do banco BTG Pactual divulgada nesta semana.

A Sulamérica apresentou melhora de 440 pontos-base na sua sinistralidade no quarto trimestre, encerrando o ano em 75,8%. A companhia teve um crescimento de 46% no seu EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no comparativo anual. Já a Qualicorp registrou queda de 7% na receita líquida, reflexo de uma menor base de beneficiários, mas conseguiu elevar seu EBITDA em 14% devido ao controle de custos.

O mico entre as gigantes foi a Hapvida (HAPV3), que agora vive um pesadelo. Os analistas apontaram indicadores abaixo das expectativas do mercado, registrando um recuo de 34% no seu EBITDA ajustado em comparação ao mesmo período do ano anterior. O principal fator de pressão foi o aumento da sinistralidade, que subiu 450 pontos-base, atingindo 75,5%. Mas o problema escalou no mês de abril.

Nesta terça-feira (7), a companhia anunciou a saída de seu CEO, Jorge Pinheiro, após 27 anos no cargo. A mudança ocorre poucos dias após a divulgação de uma carta da Squadra Investimentos, acionista que possui praticamente 7% da companhia.

O documento foi recheado de críticas e classificava o caso Hapvida como “uma das maiores destruições de valor da história do mercado de capitais brasileiro”. Entre os pontos que explicam Entre os pontos que explicam a frase estão:

  • Queda de 85% dos papéis HAPV3 desde o IPO em abril de 2018, enquanto o Ibovespa subiu 120%;
  • Queda do valor de mercado de R$ 85 bilhões para R$ 5 bilhões;
  • Prejuízo líquido GAAP de R$ 237,6 milhões em 2025, revertendo lucro do ano anterior;
  • EBITDA do 4º trimestre de 2025 caiu 32,8%;
  • 5 dos 7 executivos-chave deixaram a empresa nos últimos 3 anos.

Também foram questionadas práticas de governança, especialmente o alinhamento entre remuneração do conselho e geração de valor para os acionistas.

EnviarCompartilharTweet47Compartilhar76Compartilhar13

Mais Notícias

A cidade australiana construída inteiramente debaixo da terra para escapar do calor mortal do deserto
Economia

A cidade australiana construída inteiramente debaixo da terra para escapar do calor mortal do deserto

16 de abril de 2026
A solução de injeção submarina mais eficiente da região para liberar espaço no convés da plataforma
Economia

A solução de injeção submarina mais eficiente da região para liberar espaço no convés da plataforma

16 de abril de 2026
Com 2.066 metros de altura nos Alpes, a passagem suíça destaca-se pela engenharia histórica em rotas sinuosas
Economia

Com 2.066 metros de altura nos Alpes, a passagem suíça destaca-se pela engenharia histórica em rotas sinuosas

16 de abril de 2026
Como os drones submarinos autônomos vivem no fundo do mar e detectam falhas com precisão
Economia

Como os drones submarinos autônomos vivem no fundo do mar e detectam falhas com precisão

16 de abril de 2026

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

A cidade australiana construída inteiramente debaixo da terra para escapar do calor mortal do deserto
Economia

A cidade australiana construída inteiramente debaixo da terra para escapar do calor mortal do deserto

Por Ryan Cardoso
16 de abril de 2026

Explorar a cidade australiana construída inteiramente debaixo da terra é uma imersão na sobrevivência extrema. Situada no implacável outback, Coober Pedy abriga milhares de moradores...

Leia maisDetails
A solução de injeção submarina mais eficiente da região para liberar espaço no convés da plataforma

A solução de injeção submarina mais eficiente da região para liberar espaço no convés da plataforma

16 de abril de 2026
Com 2.066 metros de altura nos Alpes, a passagem suíça destaca-se pela engenharia histórica em rotas sinuosas

Com 2.066 metros de altura nos Alpes, a passagem suíça destaca-se pela engenharia histórica em rotas sinuosas

16 de abril de 2026
Como os drones submarinos autônomos vivem no fundo do mar e detectam falhas com precisão

Como os drones submarinos autônomos vivem no fundo do mar e detectam falhas com precisão

16 de abril de 2026
O complexo subterrâneo de 18 andares na Turquia que abrigou 20 mil pessoas para escapar de guerras antigas

O complexo subterrâneo de 18 andares na Turquia que abrigou 20 mil pessoas para escapar de guerras antigas

16 de abril de 2026
Monitor do Mercado

Notícias, análises e dados para você tomar as melhores decisões.

Navegue no site

  • Últimas notícias
  • Quem somos
  • E-books gratuitos
  • Cursos
  • Política de privacidade

Siga nossas redes

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Início
  • Notícias
    • Últimas Notícias
    • Câmbio
    • Commodities
    • Cripto
    • Economia
    • Empresas e Ações
    • Fatos Relevantes
    • Finanças Pessoais
    • Imóveis
    • Inteligência Artificial
    • Internacional
    • Mercados
    • Negócios
    • Política
  • Ferramentas
    • Monitor Empresas
    • Real Time
    • Cursos
    • E-books Gratuitos
    • Newsletter
    • Planilha de Controle Financeiro
    • Simulador de Financiamento
    • Simulador de Aposentadoria
  • Imóveis Retomados
  • Investimentos
  • Monitor Valores
  • Portal Commodities