O dólar fechou esta sexta-feira (20) em alta de 1,79% frente ao real, a R$ 5,31. O movimento ocorreu em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e à reavaliação das expectativas de juros nas principais economias do mundo.
A valorização da moeda americana dos Estados Unidos está ligada ao receio de que a alta persistente dos preços de energia, impulsionada por um possível prolongamento do conflito envolvendo o Irã, gere pressão inflacionária global.
Apesar do avanço no dia, o dólar acumulou leve queda de 0,13% na semana. No mês de março, o dólar sobe 3,41%. Em 2026, ainda registra queda de 3,28%.
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Real tem um dos piores desempenhos globais
O real apresentou o segundo pior desempenho entre as moedas mais negociadas no mundo, ficando atrás apenas do rand sul-africano.
Operadores relataram saída de recursos do Brasil, com investidores reduzindo posições em renda fixa — ativos como títulos públicos — e vendendo ações. No mesmo dia, o Ibovespa registrou queda superior a 2%.
Dólar recua no exterior
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subia levemente no fechamento do mercado brasileiro, aos 99,5 pontos.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Conflito no Oriente Médio eleva tensão nos mercados
O aumento da aversão ao risco ocorreu após notícias sobre possível envolvimento mais direto dos EUA no conflito com o Irã. Informações indicaram preparação para eventual envio de tropas e ampliação da presença militar americana na região. Também houve relatos de que os EUA consideram medidas para pressionar o Irã no mercado de petróleo.
O Estreito de Ormuz, por onde passa parte relevante da produção mundial de petróleo, voltou ao centro das atenções. Como resposta, os preços do petróleo avançaram diante do risco de restrições na oferta.
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O Brent subiu 3,26% no dia, a US$ 112,19 por barril, acumulando alta superior a 50% em março. Já o WTI fechou em alta de 1,91%, a US$ 94,74, embora tenha encerrado a semana em queda.
Segundo a Fitch Ratings, o petróleo pode atingir média de até US$ 120 por barril caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado por seis meses. Em um cenário de três meses, a média poderia ficar em torno de US$ 100.











