O Ibovespa avança mais de 6 mil pontos nesta segunda-feira (23) em disparada próxima dos 4% em meio à possibilidade de fim da guerra entre Estados Unidos e Irã, segundo declarações do presidente norte-americano Donald Trump.
O principal índice da Bolsa brasileira é impulsionado nesta manhã pelo alto fluxo estrangeiro na B3. Por volta das 12h20, o Ibovespa avançava 3,61%, aos 182.581 pontos, após abrir o pregão em 176.220 pontos.
O movimento acompanha a alta das bolsas internacionais. Nos EUA, todos os três principais índices (S&P 500, Nasdaq e Dow Jones) operam em alta superior a 2%.
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Das 83 ações que compõem o índice, somente quatro operavam em queda. O giro financeiro já soma R$ 13 bilhões, com expectativa de maior volume ao fim do pregão.
Fluxo externo e bancos puxam alta do Ibovespa
O avanço do índice é sustentado principalmente por ações de bancos e empresas de grande peso na carteira. Entre os destaques, Bradesco (BBDC4) subia mais de 5%, BTG Pactual (BPAC11) avançava acima de 6% e Santander Brasil (SANB11) registrava alta próxima de 3%.
A Vale (VALE3) também contribuía para o desempenho positivo, com ganhos acima de 3%.
Segundo Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus, o cenário indica entrada de capital estrangeiro. “A queda do petróleo é ruim para as exportações da empresa [Petrobras], mas pode ser bom para importações. Esse cenário pode equilibrar um pouco a situação da companhia”, afirmou ao Broadcast.
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Petrobras oscila com queda do petróleo
As ações da Petrobras operam com volatilidade nas primeiras horas de negociações. Após iniciarem o dia em queda, passaram a oscilar entre altas e baixas. Por volta do fim da manhã, os papéis preferenciais (PN) subiam 0,22% e os ordinários (ON), 0,12%.
O movimento ocorre em meio à forte queda do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent recua mais de 12%, influenciado pelas falas de Trump.
O presidente afirmou que teve conversas “produtivas” e que um acordo pode ser fechado “em cinco dias ou menos”. O governo iraniano negou a existência de negociações.
Na visão de Laatus, “muitos acreditam que o Trump está blefando, mas, na dúvida, os mercados tentam acreditar nele”, disse.











