Os mercados iniciaram a semana em alta após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando avanço nas negociações entre o país e o Irã. A informação foi desmentida horas depois pelo governo iraniano, evidenciando a sensibilidade dos investidores a qualquer sinalização relacionada ao conflito.
Durante a semana, mesmo sem avanços concretos, ocorreram movimentos de aproximação. Os EUA adiaram operações militares inicialmente por cinco dias, prazo que foi posteriormente estendido por mais dez dias, em busca de um acordo.
Como gesto, o Irã autorizou a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, permitindo inicialmente oito embarcações e depois dez. O país também indicou que o tráfego segue liberado para navios não hostis mediante pagamento, o que contribuiu para aliviar temporariamente os preços do petróleo.
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O mercado passou a considerar a possibilidade de um encontro entre os países, possivelmente mediado pelo Paquistão. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, é apontado como possível representante nas negociações.
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“Nunca se mente tanto como antes das eleições, durante uma guerra e depois de uma caçada.” — Otto von Bismarck.
Brasil: cenário político e pesquisas eleitorais
Levantamento da Atlas/Intel indicou, pela primeira vez, Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno presidencial.
Outra pesquisa, do PoderData, mostrou aumento da desaprovação do presidente para 61%, enquanto a aprovação está em 31%. O mesmo levantamento aponta que 42% dos entrevistados consideram o atual governo pior do que o de Jair Bolsonaro, enquanto 32% o avaliam como melhor.
No campo eleitoral, a desistência de Ratinho Jr. pode abrir espaço para Ronaldo Caiado como alternativa do chamado Centrão. Analistas avaliam que o reposicionamento de candidaturas pode alterar a percepção do eleitorado em relação ao espectro político.
Inflação e atividade econômica
A prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15, subiu 0,44% em março. O índice é calculado pelo IBGE e antecipa a inflação cheia do mês. O resultado ficou abaixo da leitura anterior (0,84%), mas acima da expectativa do mercado (0,29%). Os principais impactos vieram dos grupos alimentação e despesas pessoais.
A taxa de desemprego subiu para 5,8% em fevereiro, acima da projeção de 5,7%. O aumento do desemprego pode reduzir a pressão inflacionária ao diminuir o consumo, o que tende a influenciar decisões de política monetária.
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Ata do Copom
A ata do Copom reforçou que o ritmo de cortes da taxa Selic depende do cenário externo, principalmente dos preços do petróleo. Declarações de Gabriel Galípolo indicam que o Banco Central (BC) pode manter cautela.
A expectativa do mercado para a Selic ao fim de 2026 subiu para cerca de 14,20%. Isso implica um ciclo mais restrito de cortes, com reduções graduais de 0,25 ponto percentual ao longo do ano.
EUA: mercado de trabalho e produtividade
Os custos unitários do trabalho nos Estados Unidos subiram 4,4% no quarto trimestre, acima da expectativa de 2,8%. Ao mesmo tempo, a produtividade do trabalhador avançou 1,8%, abaixo da projeção de 2,8%.
Petróleo
Desde o início do conflito no Oriente Médio, o petróleo apresenta correlação inversa com as bolsas. O barril do tipo Brent encerrou a semana em US$ 104,30, com queda de 3,1% no período.
Investidores aguardam novas pistas sobre o decorrer do evento. Segundo informações da Axios, o Pentágono avalia cenários mais extremos, incluindo operações militares em território iraniano.











