A Bolsa brasileira encerrou o primeiro trimestre de 2026 com avanço de 16,35%, no melhor desempenho desde o quarto trimestre de 2020, e foi o principal destaque entre as classes de ativos no mercado financeiro.
Em análise enviada ao Monitor do Mercado, a consultoria Elos Ayta afirma que o resultado foi ainda mais notável considerando o ambiente de incerteza internacional, marcado por eventos geopolíticos e mudanças nas expectativas econômicas.
Sustentado pelo otimismo, o índice de dividendos (IDIV) acompanhou o movimento, subindo 15,13% — melhor trimestre desde o primeiro trimestre de 2022.
Por outro lado, o trimestre foi negativo para os criptoativos, reforçando a sensibilidade desse tipo de ativo a choques de liquidez e aumento da aversão ao risco. O Bitcoin recuou 27,22%, pior resultado desde o segundo trimestre de 2022 (confira abaixo).

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Apesar das fortes altas, o mês de março trouxe um ajuste nos preços de ativos de risco. O Ibovespa caiu 0,7%, enquanto o IDIV recuou 0,23%. Ao mesmo tempo, ativos ligados à liquidez ou considerados mais defensivos, como CDI (+1,16%) e Dólar Ptax (+1,36%), avançaram.
Ouro lidera nos últimos 12 meses
No acumulado dos últimos 12 meses, o ranking de rentabilidade revela outro eixo de leitura. O ouro lidera com alta de 49,23%, seguido de perto pelo Ibovespa (+43,91%) e pelo IDIV (+40,93%).
Para a consultoria, esse trio sintetiza bem o ambiente recente: proteção contra risco global (ouro) combinada com valorização da renda variável doméstica.
Na outra ponta, novamente, o destaque negativo é o Bitcoin, com queda de 25,98% em 12 meses, consolidando um ciclo de forte volatilidade e perda de valor.











