O dólar fechou esta quinta-feira (9) em queda de 0,77% frente ao real, a R$ 5,06, chegando ao menor nível dos últimos dois anos. O alívio ocorreu após sinais de redução das tensões no Oriente Médio, que diminuíram a pressão sobre os preços do petróleo e reduziram os chamados prêmios de risco.
Durante o dia, surgiram indicações de avanço nas negociações envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Informações apontaram que Donald Trump teria solicitado ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a redução de ataques ao Líbano para facilitar o diálogo com o Irã.
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Apesar disso, o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou que o país exigirá compensações por danos e sinalizou mudanças na gestão do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da produção global de petróleo.
O recuo faz a moeda americana acumular queda de 2,22% nos primeiros seis pregões de abril. Em 2026, a desvalorização chega a 7,75% frente ao real.
Real lidera ganhos entre moedas emergentes
Depois de dois dias de desempenho inferior a outras moedas, o real passou a figurar entre as divisas com maior valorização frente ao dólar. Segundo operadores, houve entrada de recursos estrangeiros na bolsa brasileira.
Indicadores dos EUA também pressionam dólar
O índice DXY — que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes — recuou e voltou a operar abaixo dos 99 pontos. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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Dados econômicos dos Estados Unidos também influenciaram o movimento:
- O Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre cresceu a uma taxa anualizada de 0,5%, abaixo da expectativa de 0,7%;
- O índice PCE, indicador de inflação monitorado pelo Federal Reserve (Fed), permaneceu próximo de 3% ao ano.











