O dólar fechou esta terça-feira (14) em queda de 0,06% frente ao real, a R$ 4,99, chegando ao quinto recuo seguido. O movimento foi influenciado principalmente por fatores externos, como a redução de tensões geopolíticas e o enfraquecimento global da moeda americana.
Declarações de autoridades dos Estados Unidos sobre negociações com o Irã contribuíram para reduzir os chamados prêmios de risco geopolítico — um componente que eleva o dólar em momentos de incerteza.
Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, esse ambiente mais favorável tem sustentado o fluxo estrangeiro para o Brasil tanto em renda fixa quanto em ações, movimento que levou a Bolsa brasileira a novos recordes.
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A perspectiva de avanço nas tratativas impactou também o mercado de petróleo. O contrato do Brent para junho, referência para a Petrobras, caiu 4,6%, encerrando o dia a US$ 94,79 por barril.
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Outro fator relevante foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) nos EUA. O indicador subiu 0,5% de fevereiro para março, abaixo das expectativas do mercado, que apostava em alta de 1,1%.
Cenário fiscal
Apesar da valorização do real, economistas apontam riscos no cenário doméstico. A apreciação cambial pode reduzir a percepção de risco no mercado e diminuir a pressão por ajustes fiscais.
Um exemplo citado é a tramitação da PEC 383/2017, que vincula recursos ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Medidas desse tipo podem ter impacto permanente sobre as contas públicas.
Segundo análises, o câmbio abaixo de R$ 5 pode gerar uma percepção de maior estabilidade que não necessariamente reflete o quadro estrutural da economia.
Dólar recua no exterior
O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas fortes, caiu 0,25%, próximo de 98 pontos. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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