O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 5% no primeiro trimestre de 2026, indicando desaceleração em relação aos 5,4% registrados no mesmo período do ano anterior, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS) divulgados nesta quinta-feira (16), pelo horário local.
Apesar da desaceleração, o resultado ficou acima da projeção de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que esperavam alta de 4,9%. O avanço também mostra crescimento frente aos 4,5% registrados no quarto trimestre de 2025.
De acordo com o banco ING, o desempenho acima do esperado reduz a pressão por novos estímulos econômicos no curto prazo e reforça a possibilidade de cumprimento da meta anual de crescimento entre 4,5% e 5%.
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O avanço do setor de serviços (5,2%), que puxou o crescimento anual, refletiu uma recomposição do consumo das famílias, com migração de gastos de bens para serviços. Esse movimento compensou, em parte, a fraqueza nas vendas no varejo.
Já Zichun Huang, economista da Capital Economics, comentou que, embora haja sinais iniciais de melhora na demanda doméstica, a economia continua dependente da demanda externa, com contribuição relevante dos setores industrial e de construção.
Dados divulgados pela Reuters mostram que o país aproveitou um aumento das exportações antes que a guerra envolvendo os Estados Unidos e o Irã elevasse os custos de energia e colocasse em risco a demanda global.
Nesta leitura, o impacto do conflito ainda não aparece de forma relevante nos dados do início do ano. No entanto, há risco de pressão adicional caso os preços de energia permaneçam elevados por mais tempo.











