O consumo nos lares brasileiros cresceu 1,92% no primeiro trimestre, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). Na comparação entre março deste ano e de 2025, a alta foi de 3,20%.
Em relação a fevereiro, o avanço foi de 6,21%, impulsionado pela antecipação de compras para a Páscoa e pelo menor número de dias no mês anterior. Os dados são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país.
Todas as regiões registraram alta de preços em março. O Nordeste teve a maior variação, de 2,49%, enquanto o Sudeste avançou 2,20%. Já o Norte (+1,82%), Centro-Oeste (+1,83%) e Sul (+1,92%) tiveram avanços parecidos. Apesar disso, os maiores custos médios da cesta no país vieram do Norte e do Sul.
Fale agora com a Clara, nossa atendente virtual, e tire suas dúvidas sobre investimentos e imóveis: Iniciar conversa
Renda maior sustenta consumo
O desempenho revelado nesta quinta-feira (23) ocorreu em meio à entrada de recursos na economia. Em março, o programa Bolsa Família transferiu R$ 12,77 bilhões para 18,73 milhões de famílias.
Também houve pagamentos do PIS/Pasep, liberação de RPVs do INSS e restituições do Imposto de Renda.
Para o segundo trimestre, a expectativa é de continuidade desse suporte à renda, com a antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas e o pagamento de novos lotes de restituição do IR.
“Mesmo em um cenário favorável para a renda das famílias, o setor mantém foco em competitividade de preços, eficiência operacional e planejamento, diante de eventuais pressões logísticas e de custos no ambiente internacional”, analisa o vice-presidente da ABRAS, Marcio Milan.
- Pare de perder dinheiro por falta de organização! Baixe a planilha gratuita de CONTROLE TOTAL DAS FINANÇAS.
Cesta sobe 2,2% em março
O indicador Abrasmercado, que acompanha os preços de uma cesta com 35 produtos de consumo, subiu 2,2% em março, maior alta mensal do trimestre.
Com isso, o valor médio da cesta passou de R$ 802,88 para R$ 820,54. O movimento foi influenciado por fatores como logística, clima, câmbio e condições de oferta.
Entre os itens básicos, o feijão subiu 15,40% em março e acumula alta de 28,11% no trimestre. O leite longa vida avançou 11,74% no mês.
Também registraram alta itens como massas, margarina e farinha de mandioca. Por outro lado, houve queda em produtos como açúcar, café, óleo de soja, arroz e farinha de trigo.
No grupo de proteínas, os preços tiveram comportamento misto. Ovos e carne bovina registraram alta, enquanto frango e carne suína recuaram. Entre os alimentos in natura, as maiores elevações foram observadas no tomate, cebola e batata, refletindo fatores sazonais e oferta.
- Seu dinheiro pode render mais! Receba um plano de investimentos gratuito, criado sob medida para você. [Acesse agora!]
Perspectiva ainda inclui riscos
Para os próximos meses, o cenário ainda apresenta risco de alta em alimentos, especialmente em itens sensíveis a frete, clima e oferta. Segundo a ABRAS, o custo do transporte pode pressionar os preços, influenciado pela alta do petróleo e pelo encarecimento da logística.











