O recorde quebrado pelo queniano Sabastian Sawe na Maratona de Londres, que correu 42 km em 1h59min30s (1 km a cada 2min50s), tornando-se o primeiro na história a terminar uma maratona abaixo de 2 horas, reacendeu a disputa entre Adidas (ETR: ADS) e Nike (NYSE: NKE).
No pódio, tanto Sawe quanto o etíope Yomif Kejelcha romperam a barreira das 2h utilizando o modelo Adizero Adios Pro Evo 3, que utiliza tecnologias como placas de carbono e espumas de alta responsividade para melhorar a eficiência dos atletas.
O recorde pertencia ao atleta queniano falecido Kelvin Kiptum, que terminou a maratona de Chicago, nos Estados Unidos, em 2h00min35s. Naquela ocasião, o atleta usava um protótipo do modelo Nike Air Zoom Alphafly 3, também equipado com placa de carbono e espuma.
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Já no terceiro lugar, ficou o ugandense Jacob Kiplimo, que encerrou a prova em 02h00min28s e também bateu o recorde de Kiptum, utilizando o mesmo modelo da Nike que o antigo recordista. O atleta, inclusive, é recordista mundial em meia maratona (21 km) e nos 15 km.
Entre as mulheres, a etíope Tigst Assefa venceu a prova pela segunda vez consecutiva e quebrou seu próprio recorde mundial ao encerrar a prova em 2h15min41s — nove segundos a menos que a antiga marca.
Nas redes sociais, a Adidas publicou uma série de postagens parabenizando Sawe. Uma dessas postagens mostra uma foto do Adizero Adios Pro Evo 3 assinado com o tempo recorde. A Nike não se calou. Em resposta, publicou: “O relógio foi zerado. Não há linha de chegada”.
Também colocou na legenda uma frase do bicampeão olímpico Eliud Kipchoge, considerado por muitos o maior maratonista de todos os tempos, indicando que “estamos apenas no começo do que é possível quando talento, progresso e uma crença inabalável no potencial humano se unem”. Nos comentários, a marca americana parabenizou o novo recordista pela marca.
Mercado bilionário
Dados da 6Wresearch indicam que o mercado global de tênis de corrida foi avaliado em US$ 59,1 bilhões em 2025, com projeção de alcançar US$ 87,6 bilhões até 2032. A taxa composta de crescimento anual (CAGR) estimada é de 7,1%.
Atualmente, a Nike lidera o segmento com participação entre 22% e 26%, seguida pela Adidas, com fatia entre 18% e 22%. Outras empresas, como Asics (12%-16%), Brooks (8%-12%), Hoka (10%), Saucony (7%), New Balance (5%-9%), Mizuno (5%) e Puma (5%), completam o mercado.
O “supertênis” da Adidas chegará ao Brasil em agosto, com preço estimado em R$ 5.000. Já o modelo da Nike é vendido por aproximadamente R$ 2.300.
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Ações vencem nos 100 m, mas perdem na maratona
No mercado financeiro, o impacto da corrida foi limitado. Desde a maratona, as ações da alemã subiram 0,9%, enquanto as da americana avançaram 0,87%.
Em 2026, os papéis recuam 17,7% e 29,4%, respectivamente (confira o desempenho abaixo), pressionados por fatores externos, como tarifas nos Estados Unidos e tensões geopolíticas. A Adidas divulga seus resultados trimestrais nesta quarta-feira (29).

Adidas vence disputa histórica
A batalha pela marca começou há anos. Os investimentos da Nike começaram em 2016. Em 2019, Kipchoge correu a distância em 1h59min40s. Entretanto, o evento não foi homologado pela World Athletics, por não cumprir critérios técnicos exigidos para recordes oficiais. Quatro anos depois, Kiptum atingiu a marca de 2h00min35s em provas oficiais, aumentando a presença da marca nas maratonas.
No mesmo ano, em 2023, a Adidas encontrou no Adizero Adios Pro Evo 1, depois que Assefa estabeleceu um novo recorde mundial na Maratona de Berlim feminina. Três anos e dois modelos foram o investimento suficiente para trazer o triunfo, que veio neste domingo (26).











