O dólar fechou esta terça-feira (28) praticamente estável, com leve alta de 0,01% frente ao real, a R$ 4,98. Operadores apontam que a volatilidade foi impactada pela retomada do apetite por moedas latino-americanas e pela atuação de exportadores.
Além disso, fatores técnicos típicos de fim de mês contribuíram para a volatilidade. Entre eles, a rolagem de posições no mercado futuro, operação em que investidores transferem contratos para vencimentos mais longos, ajustando suas exposições cambiais.
Termos de troca e juros sustentam o real
Segundo participantes do mercado, o real segue apoiado por fatores estruturais. Entre eles estão os chamados termos de troca, que medem a relação entre preços de exportação e importação. Como o Brasil é exportador de commodities, a manutenção do petróleo em níveis elevados favorece a entrada de dólares no país.
- Estratégia clara, decisões certeiras. Evite armadilhas e proteja seus investimentos com um método testado. Baixe agora!
Outro ponto é o diferencial de juros, que sustenta operações de carry trade. Nesse tipo de estratégia, investidores tomam recursos em países com juros baixos e aplicam em economias com taxas mais elevadas, como o Brasil, buscando retorno com a diferença.
A expectativa é de continuidade da valorização do real, mas em ritmo mais moderado, diante do cenário externo.
Superquarta, juros e inflação
O mercado aguarda as decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, evento conhecido como “superquarta”. A expectativa majoritária é que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano.
A sinalização esperada é de manutenção de uma política monetária restritiva, ou seja, com juros ainda elevados para conter a inflação. Pela manhã, o IBGE divulgou a prévia da inflação oficial (IPCA-15), com alta de 0,89% em abril. O resultado ficou abaixo do piso das estimativas do mercado.
Nos EUA, a expectativa é de manutenção da taxa básica de juros pelo Federal Reserve (Fed) na faixa entre 3,50% e 3,75%. O banco central americano deve destacar preocupações com os impactos inflacionários de choques energéticos.
O cenário ocorre em meio à transição na presidência da instituição, com a saída de Jerome Powell e a indicação de Kevin Warsh.
Dólar e petróleo sobem no exterior
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, apresentou leve alta no fim da tarde, em torno de 98,600 pontos. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
- A informação que os grandes investidores usam – no seu WhatsApp! Entre agora e receba análises, notícias e recomendações.
No mês, o indicador acumula queda de cerca de 1,20%, mas ainda registra leve alta no ano.
Já o petróleo voltou a subir, influenciado por tensões no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global da commodity. O contrato do Brent para julho, referência para a Petrobras, avançou 2,66%, a US$ 104,40 por barril.











