A Cogna (COGN3) reportou lucro líquido de R$ 141,4 milhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 48,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (6). Considerando ajustes contábeis, o lucro líquido somou R$ 200,8 milhões, avanço de 30%.
A receita líquida totalizou R$ 2,146 bilhões, crescimento anual de 31,9%. O resultado foi impulsionado principalmente pelo desempenho da unidade de Educação Básica, beneficiada pelo reconhecimento de receitas do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) — política pública do governo para aquisição e distribuição de livros didáticos às escolas públicas. Parte relevante dessa receita foi deslocada do quarto trimestre de 2025 para o início de 2026.
O EBITDA recorrente (resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 679,6 milhões no trimestre, alta de 22,2%.
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Segundo a companhia, o avanço operacional foi acompanhado por ganhos de eficiência e melhora na geração de caixa, reflexo de medidas implementadas nos últimos ciclos e da reorganização societária após a integração entre Vasta e Saber.
No final do trimestre, a dívida líquida da Cogna totalizava R$ 2,783 bilhões, queda de 1,1% na comparação anual. A alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado, ficou em 1,13 vez, redução de 0,15 vez frente ao mesmo período de 2025.
Receita cresce em todas as unidades
A Cogna registrou expansão em suas principais frentes de negócio no período. Na Kroton, divisão voltada ao ensino superior, a receita líquida avançou 10,9%. Já a Vasta, operação de soluções educacionais, teve alta de 72,9%, mesmo percentual registrado pela Saber.
O número total de alunos matriculados foi de 1,2 milhão no período. Desse total, 158,6 mil estavam no ensino presencial, 41,8 mil na Kroton Med e 999,7 mil matriculados em cursos de ensino a distância (EaD).
A captação de alunos para o primeiro semestre recuou 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Desconsiderando os estudantes do Programa Universidade para Todos (Prouni), que não geram receita direta para a companhia, houve estabilidade.
Resultados vêm abaixo do esperado, diz Citi
O Citi avaliou que a Cogna apresentou resultados abaixo do esperado no primeiro trimestre. A receita líquida e EBITDA vieram em linha com as estimativas, mas o lucro recorrente ficou abaixo das projeções e a geração de caixa foi considerada fraca.
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O lucro recorrente ficou 23% abaixo da expectativa do banco, pressionado principalmente por uma carga tributária maior. Já o lucro antes dos tributos (EBT) ficou 4% abaixo da estimativa dos analistas. Na avaliação dos analistas, a nova estrutura regulatória adotada pela Kroton reduziu a comparabilidade dos indicadores operacionais.
Como resultado, o Citi manteve recomendação neutra para as ações da Cogna, com preço-alvo de R$ 3,70.











