O Dia das Mães de 2026 deve injetar aproximadamente R$ 37,91 bilhões nos setores de comércio e serviços do Brasil. A data, considerada a segunda mais importante para o varejo nacional, atrás apenas do Natal, deve atrair cerca de 127 milhões de consumidores às compras.
De acordo com levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise, 78% dos brasileiros pretendem adquirir ao menos um presente para o próximo domingo (10). O tíquete médio previsto é de R$ 294, valor que sobe para R$ 339 entre o público masculino.
Com a inflação em alta, 66% dos entrevistados acreditam que os preços estão mais altos do que no ano passado. Ainda assim, 39% planejam gastar mais, enquanto 19% pretendem reduzir as despesas para a data.
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Brasileiros comprarão mais, gastando menos
Dados do novo estudo da GestãoClick, enviados ao Monitor do Mercado, mostram que os compradores passaram por uma transformação de comportamento nos últimos cinco anos. Embora o volume de vendas continue em ascensão, o valor gasto por pedido registrou queda. Em 2025, o ticket médio recuou 5,1% em comparação ao ano anterior, passando de R$ 314 para R$ 298.
Este movimento indica uma maior fragmentação das compras. O consumidor passou a priorizar a pesquisa de preços e o controle de gastos. Atualmente, 79% dos compradores realizam buscas prévias antes de decidir pela aquisição.
Mesmo com o ticket médio em queda, o e-commerce registrou crescimento de 26% no ano passado, atingindo um faturamento recorde de R$ 12,5 bilhões.
“O brasileiro continua emocionalmente comprometido com o Dia das Mães, mas está muito mais racional na hora de comprar. Ele pesquisa, compara preços e distribui suas compras em diferentes canais”, afirma Nena Matos, gerente de Marketing da GestãoClick.
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Projeção da FecomercioSP para o Dia das Mães
No Estado de São Paulo, a FecomercioSP projeta um crescimento de 3% nas vendas em maio. A expectativa é que o faturamento atinja R$ 82 bilhões, o que representa um acréscimo de R$ 2,7 bilhões em relação ao mesmo período do ano passado.
Na capital paulista, o crescimento das vendas deve ser ligeiramente menor em maio (+2%), impulsionado principalmente por lojas de vestuário, tecidos e calçados, que estão previstas para uma alta de 4%.
Segundo a FecomercioSP, o crescimento no estado é puxado por segmentos de bens não duráveis. As farmácias e perfumarias lideram com alta de 6%, seguidas por vestuário e calçados (+4%) e supermercados (+3%).
Por outro lado, os setores de bens duráveis — produtos de uso prolongado, como eletrônicos e eletrodomésticos — registram as menores taxas de crescimento, entre 1% e 2%. Este desempenho é atribuído aos juros elevados e ao endividamento das famílias, fatores que dificultam o acesso ao crédito necessário para esses itens.
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Ranking de produtos que mais vendem no Dia das Mães
A GestãoClick avalia que, nos últimos anos, o Dia das Mães passou por uma transformação no calendário comercial, com operações que podem durar até quatro semanas.
“O varejista que entender esse novo consumidor, mais racional, digital e comparador, terá vantagem competitiva. Quem insistir apenas em desconto vai perder espaço”, conclui Nena Matos.
Entre as categorias mais buscadas, perfumes lideram a intenção de compra, com 47% dos consumidores, seguidos por roupas e calçados (41%) e cosméticos (26%). Categorias mais emocionais, como chocolates (23%) e flores (19%), continuam relevantes como complemento de presente.











