A Allos (ALOS3) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 248,3 milhões, uma queda de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (7).
Apesar da retração no lucro, houve crescimento operacional. O EBITDA ajustado (geração operacional de caixa sem considerar efeitos financeiros, tributários e eventos extraordinários) somou R$ 502,2 milhões, alta de 10,2% na comparação anual. Já a receita líquida avançou 9,8%, totalizando R$ 692,4 milhões.
O resultado financeiro ficou negativo em R$ 183,2 milhões, aumento de 52% sobre o saldo negativo de R$ 120,5 milhões registrado um ano atrás.
- Está com dúvidas sobre suas finanças? Fale agora com a Clara, a assistente virtual do Monitor do Mercado. Iniciar conversa
Vendas e ocupações nos shoppings da Allos
As vendas nos shoppings administrados pela companhia somaram R$ 9,5 bilhões no período, crescimento de 4,7% em relação ao mesmo trimestre de 2025.
As vendas nas mesmas lojas (SSS, indicador que compara unidades abertas há pelo menos 12 meses) cresceram 3,8%. Ao excluir o impacto do Shopping Tijuca, que ficou fechado por duas semanas após incêndio ocorrido em janeiro, o avanço sobe para 5%.
A taxa de ocupação dos shoppings encerrou março em 96,2%, queda de 0,6 ponto percentual na comparação anual. O custo de ocupação dos lojistas permaneceu estável em 11,1%, enquanto a inadimplência líquida subiu para 3,6%. Segundo a Allos, a redução da ocupação reflete a sazonalidade típica do início do ano.
Citi vê resultado acima das estimativas
O Citi classificou o resultado como sólido e destacou números levemente superiores às projeções. A receita ficou 4% acima da estimativa, o EBITDA ajustado superou em 3% a projeção, enquanto o FFO (indicador de geração de caixa recorrente no setor imobiliário) atingiu R$ 299 milhões, 2% acima do esperado.
- A informação que os grandes investidores usam – no seu WhatsApp! Entre agora e receba análises, notícias e recomendações.
A instituição também destacou um efeito não recorrente de R$ 52 milhões relacionado a acordo para recebimento de valores devidos por ex-acionista.
O banco mantém recomendação de compra para a ação, com preço-alvo de R$ 35.











