Construir uma bancada central exige orçamento integrado entre marmoraria, marcenaria, elétrica e mão de obra especializada. O custo final depende da pedra escolhida, dos armários em MDF, dos recortes, dos pontos elétricos e da resistência exigida em ambientes molhados.
Quanto custa fazer uma bancada central de cozinha em 2026?
Em 2026, referências de mercado indicam que uma bancada de cozinha instalada custa, em média, cerca de R$ 600 por m², variando conforme material, acabamento e complexidade. Granitos raramente ficam abaixo de R$ 300 por m², antes de extras relevantes.
Numa ilha central de 1,80 m por 0,90 m, o tampo pode partir de R$ 1.000 em pedra comum e passar de R$ 4.000 em materiais nobres. O valor sobe com frontão, saia, cuba, cooktop, recortes e transporte.

Como a escolha da pedra muda o orçamento da ilha?
O granito costuma ser a opção mais econômica entre as pedras naturais, enquanto mármore, quartzitos, ultracompactos e superfícies industrializadas elevam o orçamento. A ABIROCHAS reúne informações técnico-econômicas e mercadológicas sobre o setor brasileiro de rochas ornamentais, referência útil para entender esse mercado.
Além do preço por m², a marmoraria cobra beneficiamentos. Recorte de cuba, furação de torneira, acabamento boleado, meia esquadria, saia lateral e rodabanca podem ser cobrados separadamente. Em área molhada, a impermeabilização e a vedação correta evitam manchas e infiltrações.
Quanto custam os armários de MDF sob a bancada?
Armários planejados em MDF variam conforme espessura, acabamento, ferragens, gavetões, portas, puxadores, fita de borda e instalação. Em 2026, referências de mercado apontam MDF planejado entre R$ 800 e R$ 1.000 por m² em projetos básicos.
Projetos mais completos, com ferragens melhores, amortecimento e acabamento superior, podem subir bastante. Levantamentos de mercado indicam cozinhas planejadas entre R$ 2.000 e R$ 5.000 por metro linear, dependendo do padrão de acabamento e acessórios.
Quais itens devem entrar no orçamento da bancada central?
Antes de fechar contrato, o orçamento precisa transformar a ideia da ilha em medidas, materiais e responsabilidades verificáveis. A bancada central reúne pedra, marcenaria, elétrica e, às vezes, hidráulica. Sem detalhamento, o contratante pode pagar barato no início e caro depois por recortes, reforços, tomadas e ajustes.
A proposta deve discriminar estes pontos:
- Pedra escolhida, espessura, acabamento e metragem.
- Recortes para cuba, cooktop, torneira ou lixeira embutida.
- Saia, rodabanca, frontão e acabamento das bordas.
- Armários em MDF, ferragens, portas e gavetas.
- Reforços estruturais para suportar peso do tampo.
- Pontos elétricos, tomadas, disjuntores e eletrodutos.
- Vedação em área molhada e silicone adequado.
- Transporte, instalação, prazo, garantia e limpeza final.
Essa lista evita que pedra, MDF e elétrica sejam vendidos como itens genéricos. Em cozinhas, pequenas omissões afetam uso diário, segurança, durabilidade e manutenção, principalmente quando há água, calor, eletrodomésticos embutidos ou tomadas instaladas na própria bancada.

Quanto custam os pontos elétricos e por que não improvisar?
A instalação elétrica da ilha pode custar de R$ 250 a R$ 900 por ponto, dependendo da distância do quadro, necessidade de rasgo no piso, eletrodutos, disjuntores e acabamento. O preço cresce quando há cooktop por indução, forno, lava-louças ou torre de tomadas.
A ABNT NBR 5410 estabelece condições para instalações elétricas de baixa tensão, buscando segurança de pessoas, animais e patrimônio. Em cozinhas, pontos de tomada exigem planejamento específico, porque água, metais, calor e alta potência aumentam risco de choque e sobrecarga.
Como calcular o custo total sem estourar o orçamento?
Para estimar com segurança, some tampo, recortes, armários, elétrica, transporte e instalação. Uma bancada central simples pode ficar entre R$ 4.000 e R$ 8.000; modelos intermediários costumam ir de R$ 8.000 a R$ 18.000, conforme pedra e marcenaria.
Em projetos de alto padrão, com pedra nobre, MDF premium, ferragens especiais, iluminação e cooktop, o valor pode ultrapassar R$ 25.000. A melhor prática é comparar três orçamentos detalhados, exigir documento escrito e conferir se cada profissional responde pelo próprio escopo.











