A economia da China começou o segundo trimestre de 2026 em ritmo mais fraco. Dados divulgados nesta segunda-feira (18) pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país (NBS) mostraram desaceleração da produção industrial, avanço menor das vendas no varejo e retração dos investimentos em ativos fixos.
Os números vieram abaixo das expectativas de analistas consultados pela FactSet e reforçam os sinais de perda de força da demanda doméstica chinesa, especialmente nos setores ligados à construção civil e ao consumo.
Produção industrial perde ritmo
A produção industrial chinesa cresceu 4,1% em abril na comparação anual. Em março, a alta havia sido de 5,7%. O resultado também ficou abaixo da projeção de 5,8% dos analistas consultados pela FactSet.
Segundo a Capital Economics, a desaceleração esteve mais ligada à fraqueza da demanda interna do que ao comércio exterior. O destaque ficou com as vendas industriais destinadas à exportação, que avançaram ao maior nível em 46 meses — impulsionadas pela demanda relacionada à inteligência artificial (IA).
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Varejo da China fica próximo da estabilidade
As vendas no varejo da China cresceram apenas 0,2% em abril na comparação anual. O resultado ficou abaixo da expectativa de alta de 1,9% e também desacelerou em relação ao crescimento de 1,7% registrado em março.
De acordo com a consultoria, parte da desaceleração reflete o enfraquecimento do programa de troca de bens de consumo promovido pelo governo chinês. Também foi observado que as famílias passaram a direcionar mais gastos para serviços.
Para a Capital Economics, o setor de serviços segue apresentando desempenho melhor do que outros segmentos da economia chinesa.
Investimento fixa recua com crise imobiliária
Os investimentos em ativos fixos caíram 1,6% entre janeiro e abril de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior. Entre janeiro e março, o indicador havia mostrado alta de 1,7%.
A Capital Economics afirmou que a retração foi concentrada principalmente em infraestrutura e no mercado imobiliário, ressaltando também que os números oficiais têm apresentado distorções desde o fim de 2025.











