Mais de 51 milhões de brasileiros já emitiram a nova carteira de identidade, a CIN, e a primeira via continua totalmente gratuita. O documento unifica o CPF como número único nacional e encerra de vez a era em que uma pessoa podia ter até 27 registros diferentes, um por estado.
O que é a CIN e por que ela substitui o RG?
A Carteira de Identidade Nacional foi criada pelo Decreto nº 10.977/2022 para resolver uma falha estrutural do sistema brasileiro de identificação. O RG antigo era emitido por cada estado de forma independente, o que permitia duplicidades e facilitava fraudes de identidade.
Com a CIN, o CPF passa a ser o único identificador civil do cidadão em todo o país. O documento também traz QR Code, zona de leitura automática internacional (MRZ) e coleta biométrica dos dez dedos, integrando os dados a um banco nacional em tempo real.

A emissão da CIN é realmente gratuita para todo mundo?
Sim, a primeira via da CIN em papel é gratuita em todo o Brasil, amparada pela Lei 7.116/83. Isso vale tanto para quem nunca teve um documento quanto para quem está migrando do RG antigo para o novo modelo unificado.
Há dois casos em que pode haver cobrança. Veja o que muda:
- Segunda via por perda, roubo ou extravio: sujeita a taxas que variam conforme o estado.
- Versão em cartão de policarbonato (plástico rígido): alguns estados cobram pelo material diferenciado, mas o documento em papel segue sem custo.
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Como agendar e emitir a nova carteira de identidade?
O processo começa pelo portal gov.br/identidade, onde o cidadão agenda o atendimento no instituto de identificação do seu estado. No dia marcado, são coletadas as impressões digitais dos dez dedos e a biometria facial.
Após a emissão física, a versão digital fica disponível no aplicativo Gov.br, na seção “carteira de documentos”. Essa versão digital é gratuita e pode ser usada no celular como substituta do documento físico em serviços públicos e privados.
Quais documentos levar ao posto de atendimento?
É necessário apresentar certidão de nascimento ou de casamento, comprovante do CPF e, para menores de 18 anos, o responsável legal deve comparecer com seu próprio documento de identificação. Documentos opcionais como CNH, título de eleitor e carteira de trabalho podem ser incluídos na versão digital da CIN.
Qual a validade da CIN por faixa etária?
A validade do documento varia conforme a idade do titular. Crianças têm prazo menor porque os dados biométricos mudam com mais rapidez; adultos mais velhos recebem validade estendida ou indeterminada.
Confira os prazos vigentes:
| Faixa etária | Validade da CIN |
|---|---|
| Até 12 anos | 5 anos |
| 12 a 59 anos | 10 anos |
| 60 anos ou mais | Indeterminada |
Até quando o RG antigo ainda vale?
O RG tradicional segue aceito como documento de identificação até 28 de fevereiro de 2032, conforme o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Após essa data, apenas a CIN, a CNH e o passaporte continuarão válidos para fins de identificação oficial.
Aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais não precisam correr para fazer a troca: a substituição só se torna obrigatória para esse público quando o documento atual vencer ou quando o prazo de 2032 se aproximar. Quem tem o RG em boas condições pode planejar a migração com calma, sem enfrentar filas desnecessárias.

Quais vantagens práticas a CIN oferece no dia a dia?
Além da segurança contra fraudes, a CIN já tem aplicações diretas em 2026. A biometria coletada na emissão facilita o acesso à conta Gov.br no nível Ouro, que libera mais de 4.600 serviços digitais federais. A emissão do documento também funciona como prova de vida automática para o INSS, dispensando deslocamentos específicos para esse fim.
Para quem viaja pelos países do Mercosul, a CIN ainda pode ser usada como documento de viagem em acordos bilaterais, algo que o RG antigo não contemplava com a mesma padronização internacional. No médio prazo, o documento posiciona o Brasil mais próximo dos sistemas de identificação já consolidados nos Estados Unidos, na Austrália e na União Europeia.











