Após ser nomeado oficialmente para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Otto Lobo terá em seu mandato até julho de 2027 a missão de cumprir com a agenda de modernização da fiscalização da autarquia.
Entre os principais pontos a serem supervisionados estão os ativos tokenizados (ativos representados por meio da blockchain). Na visão da Coinbase, “A indicação de Otto Lobo para continuar à frente do colegiado acontece em um momento importante para o avanço das discussões regulatórias no país, especialmente diante da relevância dos ativos digitais”, afirma Fábio Plein, Diretor Regional da companhia nas Américas.
Além disso, a escolha por Lobo é vista como positiva pelo executivo, pois fortalece o principal órgão de desenvolvimento e supervisão do mercado de capitais brasileiro e auxilia no avanço da construção de um ambiente regulatório claro, proporcional e tecnicamente consistente.
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Para o executivo, o avanço da cooperação entre reguladores e empresas do setor tende a ampliar a segurança jurídica e a competitividade do Brasil no segmento de ativos digitais.
Otto Lobo terá o desafio de transformar planos em resultados
Em coluna publicada na Folha de S.Paulo, o CEO do Monitor do Mercado, Marcos de Vasconcellos, apontou que a estratégia apresentada por Otto Lobo está apoiada no fortalecimento da capacidade institucional da CVM, na definição de regras para a supervisão de ativos digitais e na ampliação do uso de ferramentas tecnológicas.
Para ele, no entanto, o sucesso da agenda dependerá da execução prática das medidas anunciadas. Investimentos em inteligência artificial, forças-tarefa e tecnologia podem ampliar a capacidade de fiscalização, mas os resultados dependerão da implementação coordenada dessas iniciativas e de sua efetividade na proteção dos investidores e na integridade do mercado de capitais.
“É a execução coordenada que determinará se a CVM dará segurança aos investidores ou se os minoritários estão condenados a serem tratados como bobos, enquanto os ‘lobos de Wall Street’ genéricos usam a estrutura do mercado e a ineficiência das instituições a seu favor”, avaliou Vasconcellos.











