O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta segunda-feira (20) em queda de 0,21%, aos 168.668,72 pontos — menor fechamento desde 20 de janeiro. Na semana, volume financeiro negociado somou R$ 20,7 bilhões.
A desvalorização refletiu a combinação de expectativas mais elevadas para os juros no Brasil, redução da exposição de investidores estrangeiros e aumento das incertezas no cenário internacional. Além dos fatores domésticos, investidores acompanham os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que aumentam a aversão ao risco.
Em fala ao Broadcast, Mônica Araújo, economista-chefe da InvestSmart, afirma que a queda da Bolsa brasileira não está ligada a um único evento, mas a um conjunto de fatores que vem se consolidando desde abril.
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Segundo ela, o fluxo estrangeiro continua sendo um dos principais determinantes da formação dos preços na Bolsa brasileira. Enquanto investidores internacionais reduzem participação em ações locais, investidores domésticos aumentam a alocação em renda fixa.
Destaques do Ibovespa
As ações da Petrobras (ON +0,72% e PN +0,81%) ajudaram a limitar as perdas. Por outro lado, os papéis da Vale também caíram (-0,80%), em linha com o minério de ferro (-0,78%). O setor bancário caiu em bloco, com Bradesco (PN) recuando 1,55% e Itaú (PN) fechando em queda de 0,80%.
Entre as maiores altas do dia ficaram WEG (+3,63%), PRIO (+2,32%) e RD Saúde (+2,18%). Já entre as quedas, ficaram MRV (-4,64%), Cosan (-4,46%) e Rumo (-3,01%).
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