A 2ª Câmara de Direito Comercial do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) decidiu por unanimidade manter a recuperação judicial da Teka. O colegiado confirmou nesta terça-feira (9) a liminar que havia suspendido o decreto de falência da companhia, emitido em primeira instância em fevereiro de 2025.
Com a decisão, a fabricante têxtil segue operando normalmente e mantém a execução do plano de recuperação judicial. Segundo a empresa, a medida preserva 1.781 empregos diretos.
Durante o ano passado, a companhia registrou faturamento de R$ 476 milhões e projeta superar R$ 550 milhões neste ano.
Laudo apontou viabilidade da Teka
Entre os fatores considerados pelo tribunal está um laudo elaborado pela auditoria Grant Thornton e entregue à Justiça no fim de 2025. O documento concluiu que a Teka possui condições operacionais e financeiras para manter suas atividades e cumprir seus compromissos.
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Segundo a empresa, outro ponto relevante foi o reconhecimento de um crédito judicial de aproximadamente R$ 500 milhões contra a União. De acordo com a companhia, o valor supera a dívida federal já negociada, tornando a Teka credora líquida do governo federal.
A empresa também informou avanços na regularização de passivos. O débito tributário teria sido reduzido de R$ 2,3 bilhões para R$ 226 milhões após uma transação tributária federal. Além disso, um acordo trabalhista de R$ 70 milhões beneficiou 2.333 trabalhadores no fim de 2025.
Pagamentos trabalhistas e investimentos
De acordo com o CEO da Teka, Rogério Marques, a decisão abre caminho para a liberação de cerca de R$ 18 milhões que estão depositados em contas judiciais vinculadas ao processo.
Segundo o executivo, os recursos deverão ser destinados ao pagamento de direitos trabalhistas de empregados ativos e ex-funcionários da companhia.
A empresa também informou que investiu R$ 37,5 milhões na modernização das unidades de Blumenau (SC) e Artur Nogueira (SP), como parte da estratégia de recuperação operacional.











