O Google anunciou nesta quarta-feira (10) que vai selecionar cinco startups brasileiras classificadas como AI-first — empresas que já nascem com a inteligência artificial como base principal de seu modelo de negócio — nas quais investirá até US$ 10 milhões no ecossistema local.
Além do recurso financeiro, o Google oferecerá suporte técnico e acesso antecipado aos modelos de IA desenvolvidos pelo Google DeepMind, seu laboratório de pesquisa avançada.
A estratégia inclui ainda uma renovação do Google for Startups Campus, em São Paulo. O espaço passará a focar especificamente no impulsionamento de startups brasileiras voltadas para soluções de inteligência artificial.
Os anúncios foram feitos durante o seu evento anual, o Google for Brasil 2026. Fábio Coelho, presidente da companhia, revelou algumas das iniciativas que estão sendo colocadas em prática no país, como o caso do financiamento de startups através do Fundo Gama, em parceria com a Monashees.
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Expansão da educação e capacitação profissional
Na frente educacional, o Google.org anunciou o aporte de mais de R$ 5 milhões para expandir o programa Experience AI no Brasil. O projeto visa treinar professores para que possam instruir alunos sobre o funcionamento e o uso ético da inteligência artificial.
A empresa também triplicou seu compromisso de capacitação técnica via Google Cloud. A nova meta é treinar 3 milhões de brasileiros em tecnologias de nuvem e IA nos próximos anos.
Outras iniciativas de destaque incluem:
- 100 mil novas bolsas de estudo para Certificados Profissionais do Google, distribuídas pelo CIEE, incluindo formação em IA.
- Programa “Negócio em dIA”: parceria com Sebrae, Itaú e Tera para oferecer treinamento em ferramentas de IA para mais de 1 milhão de micro e pequenas empresas.
- Preparação para o Enem: o aplicativo Gemini passará a oferecer testes práticos e planos de estudo personalizados para estudantes.
Durante o evento, o YouTube também divulgou dados inéditos do Relatório de Impacto da Oxford Economics para a plataforma no Brasil. Em 2025, o streaming e os seus criadores contribuíram com R$ 6 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) do país, além de gerar mais de 150 mil empregos equivalentes a tempo integral.











