O Ibovespa recuperou os 171 mil pontos após subir 1,71% nesta quinta-feira (11), aos 171.497,24 pontos, impulsionado pela sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que foi alcançado um acordo preliminar com o Irã e outros países do Oriente Médio para encerrar a guerra.
O principal índice da Bolsa brasileira oscilou entre 168.280,39 e 171.926,72 pontos e somou um volume financeiro de R$ 30,391 bilhões. A percepção de maior apetite por risco durante a tarde também influenciou no desempenho do EWZ, principal ETF de ativos brasileiros em Nova York, que subiu 3,05%.
Apesar do bom desempenho do Ibovespa, a forte queda do petróleo no mercado internacional afetou os papéis da Petrobras, que fecharam próximos da estabilidade (ON -0,02% e PN +0,26%).
Acordo reduz prêmio de risco nos mercados
Segundo Marcelo Boragini, especialista em renda variável da Davos, a notícia reforça a percepção de que os canais diplomáticos permanecem ativos apesar da escalada militar recente.
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Ao Broadcast, o especialista ressaltou, porém, que o desempenho da Bolsa não depende apenas das negociações entre Estados Unidos e Irã. Entre os fatores monitorados pelos investidores estão os preços do petróleo, as expectativas para a inflação global e o fluxo de capital estrangeiro.
Na avaliação de Boragini, o Ibovespa pode permanecer em um movimento mais lateralizado ou apresentar ganhos moderados no curto prazo, enquanto o mercado aguarda maior clareza sobre os termos do eventual acordo.
O chamado prêmio de risco — retorno adicional exigido pelos investidores para aplicar recursos em ativos considerados mais arriscados — tende a diminuir quando há redução das incertezas geopolíticas.
Destaques do Ibovespa
A melhora do sentimento e do apetite por risco impulsionou os bancos brasileiros. O Itaú PN avançou 2,90% e liderou os negócios da B3. O BTG Pactual subiu 2,60%. Bradesco (ON +2,39% e PN +2,43%) e Banco do Brasil (ON +2,16%) também registraram altas sólidas.
Com apenas 13 ações em queda, o lado negativo da Bolsa foi puxado por Natura (-1,96%), SLC (-1,41%) e PRIO (-1,32%), que foi pressionada pelo petróleo.
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