O dólar fechou em queda de 0,79%, cotado a R$ 5,06 nesta sexta-feira (12), com a melhora do humor dos mercados pelos sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã para um acordo que pode reduzir as tensões no Oriente Médio.
Além disso, a divulgação da inflação oficial brasileira reforçou a percepção de que os juros no Brasil podem permanecer elevados por mais tempo.
Ao longo do pregão, o dólar chegou a cair para R$ 5,0584 na mínima do dia. Com o resultado, a moeda acumulou queda de 1,86% na semana. Em junho, ainda apresenta valorização de 0,37%, enquanto no acumulado de 2026 recua 7,79% frente ao real.
Acordo entre EUA e Irã reduz aversão ao risco
O principal fator para o fortalecimento do real foi a redução das preocupações com uma escalada do conflito no Oriente Médio. Durante o pregão, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que um memorando de entendimento entre o país e os Estados Unidos está próximo de ser concluído.
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Segundo a Al Jazeera, Araghchi, no entanto, reiterou que Israel deve se retirar do sul do Líbano. “Caso o que está sendo estipulado não seja implementado, as negociações para um acordo final não ocorrerão”, disse.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segue confiante na possibilidade de um acordo ainda nos próximos dias.
Real tem destaque entre moedas emergentes
Segundo analistas, a combinação entre menor aversão ao risco global e expectativa de juros elevados no Brasil ajudou o real a registrar um dos melhores desempenhos entre as principais moedas emergentes.
Para Will Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, a queda dos juros ao longo da semana também contribuiu para o fortalecimento dos ativos de risco e para a perda de força da moeda americana.
“O índice DXY está praticamente estável, mas o dólar perde valor frente ao real. Isso tem muito mais relação com esse movimento de retomada de apetite por risco que vimos nos últimos dois dias”, afirma em comentário enviado ao Monitor do Mercado.
Na avaliação do estrategista, o desempenho superior da moeda brasileira coincide com a melhora do humor dos investidores em relação aos mercados emergentes, impulsionada principalmente pela redução das tensões no Oriente Médio e pela busca por ativos de maior retorno.











