A mítica circuito de Targa Florio destaca-se na ilha da Sicília, na Itália, como a rota mais famosa e perigosa da história do automobilismo mundial. O asfalto sinuoso das montanhas de Madonie desafiava pilotos e mecânicas clássicas.
Qual a história da corrida de rua mais perigosa do automobilismo?
Criada no início do século vinte pelo empresário siciliano Vincenzo Florio, a corrida de rua de montanha consistia em percorrer voltas completas por estradas públicas de terra e casarões de vilas históricas.
A prova de velocidade exigia perícia extrema para desviar de paredes de pedra, precipícios de centenas de metros e animais de fazenda que cruzavam a pista de terra fofa sem proteção de barreiras de metal.

Como o asfalto sinuoso das colinas testava a mecânica clássica?
As curvas em zigue-zague fechadas exigiam mudanças constantes de marchas e uso intenso dos freios de tambor dos antigos carros de corrida, gerando um estresse térmico severo que quebrava as transmissões.
Abaixo, apresentamos uma comparação direta das características de pista que diferenciam este trajeto de montanha siciliano das pistas de corrida de circuito fechado contemporâneas:
| Tipo de Trajeto de Corrida | Circuito de Targa Florio (Montanha) | Circuito de Le Mans (Fechado) |
| Perfil da Pista | Estradas públicas sinuosas com asfalto irregular | Circuito fechado pavimentado com zebras e asfalto liso |
| Barreiras de Segurança | Inexistentes (paredes de pedra de casas e abismos) | Áreas de escape de brita extensas e guard-rails de aço |
| Desnível Geográfico | Subidas e descidas severas ao longo das colinas | Relevo predominantemente plano com foco em velocidade |
Quais os principais vilarejos sicilianos cruzados pela antiga prova?
A rota de asfalto passa por pequenas vilas de montanha que mantêm o charme do período medieval siciliano, com igrejas de pedra e praças de cal onde o tempo parece não passar.
Para os entusiastas da história do esporte de alta velocidade, a Automobile Club d’Italia (ACI) e o portal oficial do Ministério do Turismo da Itália apontam as seguintes vilas:
- Cerda: A histórica vila de partida onde ficavam os boxes e arquibancadas de madeira das equipes.
- Collesano: O povoado medieval famoso pelas curvas fechadas de asfalto cercadas por casarões de pedra.
- Campofelice di Roccella: A reta rápida litorânea onde os carros atingiam as maiores velocidades de asfalto.
Quais os cuidados ao dirigir pelas estradas públicas do circuito?
As pistas que compunham o circuito de montanha são estradas públicas que apresentam asfalto irregular, buracos e falta de acostamento na maior parte do trajeto sinuoso pela serra.
Para garantir que a viagem de carro pelas colinas da Sicília seja segura e livre de problemas de freios, os guias de viagem locais sugerem as precauções a seguir:
- Uso de Freio Motor: Reduzir a marcha nas descidas íngremes de montanha para não superaquecer os freios do carro.
- Atenção aos Ciclistas: A rota é muito procurada por praticantes de ciclismo de estrada de várias partes do mundo.
- Clima de Montanha: O asfalto pode ficar escorregadio devido à umidade marítima e neblina nas altitudes altas.
Por que o asfalto antigo exige atenção redobrada dos motoristas?
A falta de sinalização moderna e as barreiras físicas estreitas de pedra das curvas históricas exigem foco total e velocidade reduzida dos motoristas de primeira viagem.
O respeito aos limites de velocidade garante que a viagem cênica seja livre de acidentes nas colinas. O circuito Targa Florio permanece firme na memória como o cenário de asfalto definitivo da paixão e da coragem do automobilismo clássico da Sicília.
Para aprofundar seu roteiro pela história do automobilismo na Itália, selecionamos o conteúdo do canal Mercedes-Benz. No vídeo a seguir, a equipe da marca detalha visualmente a incrível experiência de levar um carro de corrida clássico de 1924 de volta às estradas históricas da Targa Florio:











